Vereadores de MT são alvos da PF por migração irregular

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Dois vereadores do município de Figueirópolis d’Oeste foram alvos de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura um esquema de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. Há indícios de que o grupo investigado agia pelo menos desde 2022. A Polícia Federal descobriu o esquema após cruzar dados de passaportes com informações de pessoas que foram detidas ilegalmente nos Estados Unidos.

 

Aproximadamente 150 pessoas vinculadas ao grupo foram detidas. Ainda não há confirmação do valor pago por cada pessoa para entrar ilegalmente no país. No entanto, a suspeita é de que empresas de vistos eram criadas para facilitar essa movimentação. Nesta quarta-feira (14), a Polícia Federal deflagrou a Operação Duas Faces. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de determinado o bloqueio de bens e valores pertencentes aos investigados, até o limite de R$ 1 milhão.

 

Após o cruzamento de dados, a PF obteve autorização para a quebra do sigilo bancário dos investigados e descobriu como o grupo atuava. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal de Cáceres e cumpridas no município de Figueirópolis d’Oeste. Os mandados foram cumpridos na Câmara Municipal e na residência dos investigados. São investigados a vereadora Vera Lúcia de Souza Mariano (Republicanos), conhecida como Vera do Soldado, e o vereador Rugle Ferreira de Amurim (PSDB). O ex-vereador Gessy Esperidião Mariano, conhecido como Soldado, também é investigado por ter recebido aproximadamente R$ 700 mil de pessoas que foram para os Estados Unidos.

 

Há indícios de ligação de outro envolvido, morador de São Paulo, que não foi localizado, mas teve as contas bloqueadas. As investigações apontam que o grupo atuava desde a obtenção de passaportes até a chegada dos imigrantes ao território norte-americano. Os integrantes recebiam pagamentos por meio de transferências bancárias e até de procurações relacionadas a imóveis e veículos no Brasil.

 

O grupo oferecia suporte a brasileiros interessados em chegar aos Estados Unidos por rotas migratórias irregulares, utilizando o México como porta de entrada. Como contrapartida, os suspeitos exigiam pagamentos por meio de transferências bancárias ou procurações que lhes conferiam poderes sobre bens móveis e imóveis pertencentes aos imigrantes em território brasileiro. Durante as diligências, foram apreendidos materiais que contribuirão para o aprofundamento das investigações, conduzidas pelo delegado Irineu Dias Tavares, da Polícia Federal de Cáceres.

 

A PF vai apurar a estrutura do suposto esquema, a movimentação de recursos e a eventual participação de outras pessoas. Embora as investigações tenham rastreado a movimentação do grupo desde 2022, há indícios de que a atuação no esquema seja ainda mais antiga. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal e associação criminosa.

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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