
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), abre nesta terça-feira (13) a Semana do Conhecimento UFMT 2026, em Cuiabá. Na conferência, cujo tema abordou a ciência e a democracia como caminhos para a equidade, a magistrada iniciou sua apresentação em tom descontraído ao brincar sobre o fato de “ter sido muito criticada”, quebrando a rigidez do protocolo antes de adentrar nos debates centrais sobre os rumos do país.
Já no início de sua palestra, a ministra enfatizou que a democracia não é uma imposição, mas sim uma escolha consciente e histórica da humanidade para a convivência civilizada. No entanto, alertou para a vulnerabilidade do sistema, ressaltando que “é muito fácil gerar desconfiança nesse regime”.
Para ilustrar a relevância da estabilidade institucional, Cármen Lúcia citou a confiabilidade das urnas eletrônicas e ressaltou a importância da Justiça Eleitoral e do Judiciário como garantidores da ordem democrática. Segundo a ministra, a mesma Justiça que organiza e chancela as eleições é aquela que os cidadãos procuram em seu dia a dia quando enfrentam litígios ou violações de seus direitos, demonstrando a continuidade do Estado de Direito.
Cármen Lúcia também defendeu o fortalecimento dos princípios de confiança interpessoal e solidariedade social, que exigem permanente cuidado e vigilância da sociedade civil e das instituições. A magistrada chamou atenção para os riscos contemporâneos e apontou que há uma ameaça real de “retrocessos de direitos no mundo”, agravada pelo avanço desmedido de novas tecnologias sem o devido respeito e comprometimento com a dignidade da pessoa humana.

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