Defesa cita possível insanidade mental e avalia recurso

Imagem

A defesa de Antônio Gomes da Silva, condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pela morte do advogado Roberto Zampieri, avalia recorrer da decisão do Tribunal do Júri de Cuiabá. Os advogados Neyman Monteiro e Nilton Ribeiro afirmam que, durante os depoimentos das testemunhas de acusação e o interrogatório do réu, surgiram, na avaliação deles, indícios de possível insanidade mental de Antônio. A defesa já havia feito o pedido de instauração de incidente de insanidade mental, que foi indeferido pelo juiz presidente do julgamento.

 

Em conversa com o , os advogados informaram que ainda vão conversar com Antônio Gomes antes de definir quais recursos serão apresentados.

 

“A defesa de Antonio Gomes está analisando a possibilidade de recursos, pelos motivos de que, durante os depoimentos das testemunhas de acusação e seu próprio interrogatório, emergiram indícios e provas de que o réu Antônio Gomes possui indícios de insanidade mental, indeferidos pelo juiz presidente. E que, após conversar com seu cliente, decidirá sobre qual ou quais recursos serão impetrados.”, disse.

 

Leia também – Acusados de ataque que matou dois vão a júri em novembro  

A decisão do júri foi proferida às 00h49 desta sexta-feira (2), após três dias de julgamento e análise de um processo com mais de 55 mil páginas. Antônio foi apontado como o autor dos disparos que mataram Zampieri. Ele foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Hedilerson Fialho Martins Barbosa recebeu pena de 25 anos e foi apontado como fornecedor da arma usada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias e apontado como intermediário e financiador do assassinato.

 

Somadas, as penas dos três condenados chegam a 68 anos, 9 meses e 30 dias de prisão. O regime inicial é fechado e a prisão preventiva dos três foi mantida.

 

Os jurados reconheceram a responsabilidade dos três réus pelo assassinato e acolheram as três qualificadoras apontadas na denúncia: homicídio mediante paga ou promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito.

 

O crime  

Roberto Zampieri tinha 56 anos e foi assassinado na noite do dia 5 de dezembro de 2023, na frente de seu escritório localizado no bairro Bosque da Saúde, na capital. A vítima estava em uma picape Fiat Toro quando foi atingida pelo executor com diversos disparos de arma de fogo.

 

O crime teve como motivação uma disputa de terra avaliada em R$ 100 milhões. A denúncia, oferecida pelo Ministério Público, aponta como mandantes Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo. Eles foram denunciados por homicídio qualificado.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*