
O escritório da designer e profissional de arquitetura e interiores Andressa Borsato comemorou uma década de atuação em Mato Grosso. O aniversário marca não apenas a consolidação de uma carreira construída entre projetos, mostras e peças autorais, mas também uma fase de maturidade e novos planos para ampliar a presença do escritório no mercado.
Ao olhar para a trajetória iniciada há 10 anos, Andressa aponta a segurança como uma das principais transformações profissionais. No início, ainda estudante, ela conta que tinha muita vontade de aprender, curiosidade e também receio de errar. Com o passar dos anos, a experiência, os projetos e a busca constante por referências ajudaram a construir uma identidade mais definida.
“Hoje consigo entender melhor o que faz sentido para cada cliente, para cada projeto e para o meu próprio trabalho. Tenho uma assinatura muito mais definida”, afirma.
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A formação do repertório também passou por viagens, feiras, exposições, arquitetura, arte, moda e pelo contato com grandes marcas e fornecedores. Para Andressa, essas experiências foram fundamentais para aprimorar o olhar e transformar conhecimento em escolhas mais precisas dentro dos projetos.
Antes de ingressar no universo do design, a profissional se formou em Administração e teve experiências nas áreas de gestão, pessoas e estratégia. Segundo ela, a formação ajudou a estruturar o escritório e mostrou que a criatividade precisa caminhar ao lado de planejamento e organização.
“Criatividade sozinha não sustenta uma empresa. Um escritório precisa ter processo, planejamento, equipe, gestão financeira, relacionamento com fornecedores e uma operação muito bem organizada”, explica.
CASACOR abriu portas
Um dos principais momentos da carreira aconteceu em 2016, quando Andressa participou pela primeira vez da CASACOR Mato Grosso. Na época, ainda estudante e sem escritório próprio, ela chegou a pensar em não participar por acreditar que não estava preparada.
A decisão de aceitar o desafio, no entanto, acabou mudando os rumos da carreira. O ambiente apresentado na mostra foi premiado e chamou a atenção da imprensa e de potenciais clientes. Após o evento, começaram a surgir contatos, projetos e orçamentos, enquanto o escritório começava a ganhar forma.
Desde então, Andressa participou de diferentes mostras e projetos, incluindo três edições da CASACOR Mato Grosso. Para ela, as exposições funcionam como espaços de experimentação e permitem ao profissional testar materiais, conceitos, fornecedores e apresentar uma visão mais autoral.
A formação, porém, não se limita às mostras. Viagens, museus, galerias, feiras e o contato com diferentes culturas também fazem parte da construção do repertório da profissional.
Design, arte e identidade
Ao longo da década, Andressa consolidou uma proposta que busca unir design, exclusividade, arte e experiência humana. O processo começa, segundo ela, pela compreensão de quem vai ocupar o espaço.
Antes de definir a estética, a profissional procura entender como os clientes vivem, o que valorizam, o que desejam sentir no ambiente e quais são suas expectativas em relação ao investimento.
A partir dessa escuta, entra a curadoria dos elementos que compõem cada projeto. Layout, obras de arte, mobiliário, tecidos e peças de design são escolhidos para construir uma história e uma identidade própria.
A atuação autoral também ganhou espaço ao longo dos anos. Andressa foi convidada por grandes marcas para desenvolver peças exclusivas, como o pendente Borsato, para a Scatto, o tapete Ouro Branco, para a Tapetah, e o tapete Mato Grosso, para a Santa Monica.
Outro projeto considerado importante em sua trajetória foi a Cura Galeria, apresentada na CASACOR Mato Grosso de 2024.
O espaço aprofundou a relação entre interiores, arte e experiência, reunindo trabalhos de artistas internacionais, nacionais e regionais.
“Foi um projeto que reforçou para mim a importância de criar ambientes com identidade e significado, em que cada elemento tenha espaço para se expressar sem perder a unidade do conjunto”, destaca.
Com uma década de atuação em Mato Grosso, Andressa também acompanha as transformações urbanas de Cuiabá. Na avaliação da profissional, o crescimento da capital e a maior conexão com referências nacionais e internacionais elevaram a exigência do mercado de arquitetura e design.
Para ela, um dos principais desafios está em pensar o desenvolvimento da cidade de maneira integrada, considerando mobilidade, arborização, espaços de convivência, conforto térmico e qualidade de vida.
A questão climática, especialmente, precisa ser considerada no planejamento de uma cidade como Cuiabá, que possui características próprias e enfrenta altas temperaturas durante boa parte do ano.
Novo capítulo
A comemoração dos 10 anos também marca o início de uma nova fase para o escritório. Durante a celebração da década de atuação, Andressa apresenta uma nova essência para a marca, a Figo Noir, além da coleção de acrílicos Dieci, desenvolvida em parceria com Roberta Granzotto.
Os dois lançamentos foram pensados especialmente para marcar os dez anos de trajetória e representam, segundo a designer, o momento de maturidade do escritório e o desejo de explorar novas linguagens dentro do design.
Para os próximos anos, a intenção é ampliar a atuação, desenvolver novas peças autorais, participar de projetos maiores e levar a assinatura do escritório para novos territórios. “Depois de dez anos, sinto que existe ainda muita coisa para construir”, afirma.
Ao projetar o futuro, Andressa também revela o desejo de que seu trabalho seja lembrado não apenas pela estética dos ambientes, mas pela contribuição para o mercado regional.
“Gostaria que lembrassem de uma profissional que ajudou a transformar a percepção sobre o design de interiores na nossa região, que trouxe referências, conhecimento e novas possibilidades para o mercado”, diz.
Mais do que celebrar uma década de história, o escritório chega aos dez anos com uma identidade consolidada e a perspectiva de ampliar sua atuação, mantendo como pilares a criatividade, a curadoria, a arte e a busca por experiências cada vez mais autorais.

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