Com Gisela Simona, Mato Grosso volta a ter uma vice mulher após 20 anos

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Com a eleição de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo do estado neste domingo (04), Mato Grosso volta a ter uma figura feminina na vice-governadoria após 20 anos. A ex-deputada federal Gisela Simona (União) passará a ocupar o posto no dia 6 de janeiro do ano que vem. Ela será a segunda mulher a ocupar o posto, vinte anos após Iraci França, que foi eleita com Blairo Maggi para o mandato entre 2003 e 2006.

 

Advogada, servidora pública estadual e cuiabana de nascimento, “Gisela do Procon”, como é conhecida na Baixada Cuiabana, construiu uma trajetória associando a sua imagem aos temas ligados à defesa do consumidor. Na Câmara Federal, atuou em projetos em defesa das mulheres e contra as plataformas de apostas online, conhecidas como “bets”.

 

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Ela sucederá Iraci Proença, que deixou o cargo de vice-governadora em 2007, quando Blairo Maggi (PP) assumiu um segundo mandato com um novo vice-governador, Silval Barbosa (MDB), que foi expurgado da vida pública após sucessivos escândalos de corrupção na sua gestão. Foi Iraci a primeira mulher na história a ocupar o cargo de governadora de Mato Grosso, ainda que interinamente em razão de ausências de Blairo.

 

Em 278 anos de história, Mato Grosso nunca elegeu uma mulher para o cargo mais alto da administração pública estadual.

 

Gisela Simona foi escolhida como parceira de chapa por Pivetta depois que a deflagração da Operação Heritage inviabilizou o seu primeiro nome, Fábio Garcia (União), que foi um dos alvos da Polícia Federal, junto com o ex-governador Mauro Mendes (União), além de aliados e familiares.

 

Mulher negra, da Baixada Cuiabana e com uma história política sem escândalos, Simona foi vista por Pivetta como uma aliada para aumentar o número potencial de votos entre o eleitorado feminino, entre os cuiabanos e moradores das cidades do entorno.

 

A agora vice-governadora eleita de Mato Grosso se tornou conhecida da população cuiabana e varzeagrandense em razão do seu trabalho no Procon, que teve início em 2001 e a tornou referência da atuação do órgão em defesa dos direitos do consumidor. Eleita suplente de deputada federal pelo União Brasil em 2022, assumiu por quase três anos o mandato após o titular, Fabio Garcia, aceitar o convite para ser chefe da Casa Civil do então governador Mauro Mendes.

 

Sua atuação como parlamentar assegurou participação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), a mais importante da Câmara. Foi a relatora do Pacote Antifeminicídio, de autoria da senadora mato-grossense Margareth Buzetti (PP), em setembro de 2024, e que endureceu as penas para crimes de violência contra a mulher, elevando a pena de prisão para até 40 anos para feminicidas.

 

Agora, passa a ser inadmissível não apenas no serviço público, mas também no comando do estado, com cadeira permanente e voz que não poderá ser ignorada nas discussões sobre os temas mais relevantes para o estado.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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