
O candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), tentou abrir caminho para conquistar o apoio de Antônio Galvan (Avante), seu correligionário, que é candidato ao Senado por Mato Grosso. Na última semana, durante agenda em Cuiabá, Cury foi questionado sobre a falta de apoio de Galvan, que disputa uma cadeira no Senado, mas declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência.
Ao responder, Cury afirmou que a escolha de Galvan por Flávio estaria relacionada à falta de conhecimento sobre suas propostas e chegou a se colocar como uma alternativa superior ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“A beleza da democracia está na divergência. Se ele apoia o Flávio Bolsonaro, é porque não me conhece. Se conhecesse as minhas pautas, ele estaria comigo. Eu sou uma opção melhor para o Brasil do que Flávio Bolsonaro”, afirmou Cury na última quinta-feira (24), durante agenda em Cuiabá.
A tentativa, porém, não encontrou reciprocidade. Em entrevista ao , nesta segunda-feira (28), Galvan negou que tenha conversado com Cury e explicou que sua posição eleitoral já está definida. Segundo ele, o apoio a Flávio Bolsonaro passa pelo compromisso assumido com o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Acho que não é o fato de conhecer ou não conhecer. Pessoalmente, não conheço o Augusto. Não duvido dele. Mas, hoje, se briga por um legado de uma família, principalmente do pai, que deu exemplos. E torço para que, se ele tiver sucesso na eleição, ele seja um bom governo, como foi o Bolsonaro”, declarou.
Galvan afirmou ainda que Cury pode ser considerado uma alternativa dentro do debate presidencial, mas não ocupa hoje o espaço de preferência do grupo que ele representa. O candidato ao Senado disse que o Avante manteve a definição de apoiar o grupo bolsonarista e que não haveria como alterar o acordo firmado anteriormente.
“Eu tenho ele como uma segunda opção de voto à Presidência, porque tem muitas pessoas aí que acham que têm que ir de terceira via”, explicou.
Mesmo mantendo a preferência pelo grupo Bolsonaro, Galvan não descartou elogios a Cury. Segundo ele, pelo histórico que conhece até o momento, o candidato também poderia representar uma opção para o eleitorado.
“Pelo pouco que a gente conhece do histórico dele, acredito que ele também seria um bom nome e uma boa opção para presidente do Brasil”, disse.
Questionado se havia conversado pessoalmente com Cury durante a passagem do presidenciável por Mato Grosso, Galvan foi direto ao negar qualquer aproximação. Segundo ele, enquanto Cury cumpria agenda em Cuiabá, estava no norte do Estado, onde participava de reuniões e compromissos políticos em municípios como Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop.
“Não [sobre encontrar com Cury]. Eu não estava aqui. Estava lá para o norte, fazendo agenda em Sinop, na nossa região. Eu soube [da agenda] quando eu já estava fazendo reunião por Nova Mutum, Lucas, Sorriso”, explicou.

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