
A mudança de postura da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) foi recebida com reprovação pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que escreveu em sua rede social sobre o “aumento da oposição”. A parlamentar era aliada de longa data de Dilemário Alencar (União), mas decidiu romper a parceria tanto com ele quanto com a base governista, unindo-se ao grupo da oposição liderado por Ilde Taques (Podemos) na disputa pela presidência da Câmara Municipal. A mudança ocorreu após, segundo ela, o descumprimento do acordo firmado com o grupo da atual presidente Paula Calil (PL), que tenta a reeleição.
“Vereadores se juntam à oposição e definem a nova mesa da Câmara de Cuiabá”, escreveu em seu perfil. Logo em seguida, reforçou a insatisfação: “aumentou a oposição e teremos menos aliados. Lamento, mas Cuiabá seguirá avançando, mesmo com alguns jogando contra”.
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Por sua vez, Baixinha justificou sua decisão amparada na quebra de palavra do grupo governista e na avaliação de que a política sem cumprimento de acordos perde o sentido. A vereadora ressaltou que sua decisão não anula a amizade e o respeito histórico construído com Dilemário Alencar ao longo de 16 anos, mas enfatizou que seu mandato pertence à população e que não aceitará subordinação.
Entenda os bastidores
Conforme o pacto original chancelado pelo próprio prefeito, caso a mudança regimental para viabilizar a reeleição de Paula Calil falhasse, tentativa que incluiu uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Judiciário que foi barrada, todo o grupo deveria voltar suas articulações para eleger Dilemário Alencar como presidente e Baixinha como vice.
No entanto, com a quebra da promessa e a constatação de que a oposição liderada por Ilde Taques já somava 15 vereadores, tornando a campanha de Dilemário inviável, a vereadora abraçou a reviravolta expressiva. Contrariando todas as expectativas e rompendo com seu principal aliado histórico, Baixinha migrou para a oposição e forneceu o voto final que faltava para assegurar a vitória de Ilde Taques na disputa pela mesa diretora no próximo dia 6.
A Câmara de Cuiabá tem 27 vereadores e são necessários 14 votos para eleger o presidente, maioria simples.

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