
O candidato ao governo de Mato Grosso, sargento Laudicério Machado (Agir), centrou suas críticas na gestão atual do Estado e apresentou propostas voltadas à valorização dos servidores públicos e à melhoria na prestação de serviços essenciais, em entrevista ao Jornal do Meio-Dia, desta quinta-feira (24). Utilizando sua trajetória pessoal e profissional como ponto de partida, o militar defendeu uma administração fundamentada em critérios técnicos e na eficiência na aplicação dos recursos públicos.
“A minha mãe ficou deficiente visual 100%, com 60 anos de idade… Mas como transformar essa dor familiar numa dor para que o tempo que ela perdeu outras famílias não venham a perder?”, questionou. Em sua fala, ele enfatizou que a demora no atendimento de saúde pública configura uma ineficácia estatal “intolerável” e propôs a criação de um atendimento mais transparente.
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A discussão sobre o setor de saúde também abordou a escassez de profissionais e a precarização das condições de trabalho. Para o militar, a priorização de contratações temporárias em detrimento de servidores efetivos concursados prejudica o atendimento à população.
“Gostaria de saber o quanto um cara desse estuda para simplesmente ser desvalorizado… Nós temos essa proposta de valorizar todo o servidor público e atender o paciente com qualidade”, pontuou o postulante sobre a abertura de novos concursos.
No campo da segurança pública, o candidato apontou o déficit de 6 mil soldados efetivos como o principal entrave para o combate à criminalidade no estado. Segundo ele, a sobrecarga de trabalho gera desgaste físico e mental nos policiais, agravada pelo uso excessivo de escalas extraordinárias.
“Quando você vê a escala, está lá sargento Laudicério, escala 12/48, aí junto comigo está extra, extra, extra… Ou seja, em 24 horas de serviço, tem quatro pessoas trabalhando comigo. Porque não tem efetivo”, relatou, alertando sobre os riscos à saúde da tropa.
Ao ser questionado sobre os desafios de concorrer por uma legenda de menor expressão e com recursos financeiros limitados em comparação a adversários, Machado avaliou que essa condição garante autonomia política.
“Isso dá ao Laudicério a independência de gestão. Porque eu entro num governo sem loteamento da máquina estatal, apresentando para a Assembleia Legislativa proposta, não demarcando o território”, concluiu, defendendo uma campanha baseada em projetos e na colaboração voluntária após receber cerca de R$ 65 mil em doações para sua campanha.

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