Novo condiciona apoio a Medeiros ao apoio por impeachment; ‘somos bem críticos ao STF’

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O presidente do Partido Novo em Mato Grosso, Rafael Iacovacci, disse que a legenda não vai apoiar candidatos sem posicionamento claro em apoio ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração desta quarta-feira (23) foi uma resposta à divulgação de áudios do deputado federal José Medeiros (PL), que concorre ao Senado, em que ele afirma evitar fazer críticas à corte.

“[A posição de Medeiros após a divulgação dos áudios] É uma incógnita, mas no Novo nós somos bem críticos com relação ao STF. Medeiros, para ter o apoio do Novo, precisa se comprometer com o impeachment. Do mesmo jeito que nós fizemos isso com Janaina, segue também para Medeiros”, afirmou aos jornalistas.

Em áudio divulgado na segunda-feira (21), Medeiros afirma que, durante sua campanha, não tecerá críticas e ataques ao STF. Ligado à ala mais bolsonarista dentro do PL, o candidato se comprometeu com Chico Mendes (União), prefeito de Diamantino, de que suas críticas serão voltadas apenas contra Alexandre de Moraes. Chico Mendes é irmão do ministro Gilmar Mendes.

Iacovacci disse, ainda, que é melhor que o próprio candidato se explique sobre o contexto das conversas vazadas, mas voltou a destacar que uma posição contra membros do STF é o mínimo exigido.

“É uma situação em que seria até melhor ele se explicar. Uma coisa eu falo: se quer andar junto com o Novo, ele precisa estar alinhado com o que nós acreditamos”, disse.

Questionada se haveria um rompimento com o candidato, a direção do partido ressaltou os pontos de convergência e o que, conforme eles, Medeiros já havia feito pela direita.

Iacovacci também recusou fazer comentários mais explícitos contra Medeiros, dizendo que esse tipo de comportamento prejudica todo o campo ideológico e impede o seu amadurecimento no país de um modo geral.

“A direita se cobra muito. Se a esquerda fizesse a mesma coisa, seria até melhor para a gente. Então, em qualquer tipo de situação equivocada, a direita se cobra muito, se automutila. É impressionante como a direita consegue sobreviver com a gente se automutilando. Eu vejo muitos candidatos da própria direita querendo fazer campanha denegrindo ou atingindo outro candidato de direita”, declarou.

“Nós temos mais semelhanças do que diferenças e a gente tem que aproveitar melhor isso. Claro que a direita não está madura ainda no Brasil, a gente está trabalhando. Muitas pessoas não sabem ainda todo o conceito disso e o que pode ser benéfico para o país, e o nosso dever é fazer isso”, concluiu.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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