Com sistemas fora do ar, TJ suspende atividades presenciais até sexta

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) segue com seus sistemas de tecnologia indisponíveis e com o atendimento presencial ordinário suspenso, pelo menos até a próxima sexta-feira (25), após uma séria vulnerabilidade ter sido identificada em sua infraestrutura cibernética no último domingo (20).  

 

A instabilidade paralisou o sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe), plataforma central para a tramitação de ações judiciais no Estado, além de outros serviços institucionais. A indisponibilidade foi adotada preventivamente como medida de contenção enquanto equipes especializadas e consultores externos investigam a extensão da falha e realizam a redefinição de credenciais de acesso.  

 

Em nota oficial, a Corte informou que a invasão envolveu o vazamento de dados de acesso. “Foram acessadas credenciais de usuários da rede (logins e senhas criptografadas)”, explicou o órgão em comunicado divulgado. A instituição buscou tranquilizar a população ao declarar que “até o momento, não há evidências de acesso a outros dados pessoais de servidores e magistrados, a decisões judiciais ou aos backups”.  

 

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A paralisação traz à tona questionamentos sobre a segurança das plataformas do tribunal, cujo desenvolvimento e suporte de infraestrutura consumiram expressivos recursos públicos. O contrato principal de tecnologia do órgão e seus aditivos atingiram o montante de R$ 93 milhões aos cofres públicos, englobando reajustes contratuais e aquisição de hardwares para modernização tecnológica.  

 

Enquanto os testes de segurança e a homologação do ambiente técnico são executados para restabelecer os sistemas de forma gradual, o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, assinou portaria determinando a suspensão do expediente presencial externo e a interrupção dos prazos processuais até sexta-feira.  

 

Audiências e sessões de julgamento serão redesignadas, à exceção dos júris populares, que caberão à decisão do juiz presidente. Apesar do bloqueio digital e da paralisação dos prazos, o Judiciário manterá o atendimento emergencial.  

 

Estarão operando em regime estrito de plantão o atendimento a medidas urgentes (como mandados de segurança, habeas corpus e pedidos de prisão) e as demandas da execução penal geridas pelo SEEU (Sistema Eletrônico de Execução Unificado), plataforma nacional que não foi afetada pelo ataque.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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