
“Vocês viram alguma governadora, deputada, senadora, ministra, alguma mulher envolvida nesse escândalo?”, questionou a candidata ao governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko, ao comentar escândalo envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Única mulher a concorrer ao Executivo estadual, ela reforçou a necessidade de representatividade feminina e criticou aqueles que dizem que “mulher vota mal”.
A médica participou de sabatina promovida pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) e afirmou que, na reta final da campanha, o foco é “estar na rua e pedir voto”. Questionada se terá maior proximidade com a imagem do presidente Lula (PT), ela disse que não vai “grudar em ninguém”.
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“Não tem que se grudar nem se isolar. A gente está aí junto nessa frente ampla que reúne aí oito partidos das forças progressistas aqui do nosso estado. A estratégia agora é ir para a rua, rua, rua, pedir voto, voto, voto, voto, olhar no olho do cidadão”, afirmou.
Filha da primeira senadora de Mato Grosso, Serys Slhessarenko, a médica afirmou que é “inconcebível” entender as críticas ao voto feminino, como têm propagado alguns aliados do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e influenciadores conservadores, inclusive algumas mulheres.
“Desprezo total. Olha, é algo inimaginável em pleno século XXI você imaginar que tem homens dizendo que mulher não sabe votar, ou se as mulheres solteiras votam pior do que os homens, do que as mulheres casadas, porque as mulheres casadas seguem o voto do marido. Isso é inadmissível, é uma coisa assim que eu não consigo imaginar um ser pensante que aja dessa forma”, disparou.
Sobre os escândalos envolvendo ministros do STF com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que teriam recebido benefícios em troca de ajudar o preso nas necessidades do Banco Master, a candidata repudiou veementemente a conduta e destacou que não há mulheres citadas nas atividades suspeitas.
“[Vejo] Com muita tristeza e com muita, assim, decepção. Acho que a palavra é essa, sabe? Agora, uma coisa que é importante que a gente verifique: vocês viram alguma governadora, deputada, senadora, ministra, alguma mulher envolvida nesse escândalo? Pois é, são só homens. Por que sempre os homens, né? Então acho que vejo com grande tristeza, mas que quem errou tem que pagar. Ninguém está acima da lei”, avaliou.

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