Ranking mostra Mato Grosso na 16ª posição em eficiência orçamentária

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Mato Grosso apresenta baixa capacidade de converter sua expressiva arrecadação pública em serviços de qualidade para a população. É o que revela a segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados (REE-F), levantamento elaborado pelo jornal Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha. O estudo avalia como os governos estaduais administram seus recursos e posiciona o estado de Mato Grosso no intermediário 16º lugar nacional.  

 

O indicador mede o desempenho das gestões locais ao cruzar dados públicos e verificáveis em cinco áreas fundamentais — educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças, com a Receita Corrente Líquida (RCL) per capita. Com uma pontuação de 0,368 (em uma escala que vai de 0 a 1), Mato Grosso figura na faixa considerada de “alguma eficiência”, bem distante dos líderes Paraná (0,734), Ceará (0,665) e São Paulo (0,637).  

 

A posição acende um alerta sobre a gestão fiscal do estado. O levantamento da Folha destaca um contraste frequente na administração pública brasileira: ter orçamentos abastados não garante, necessariamente, entregas eficientes à sociedade.  

Mato Grosso se enquadra nessa dinâmica ao registrar sucessivos recordes de arrecadação de impostos nos últimos seis anos, mantendo balanços financeiros com superávit primário e caixa positivo anualmente, mas sem traduzir esse vigor econômico em avanços proporcionais nos indicadores sociais básicos.  

 

A arrecadação tributária do estado tem superado as expectativas ano após ano, impulsionada principalmente pelo avanço do Agronegócio e pelo crescimento da receita do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O Produto Interno Bruto (PIB) mato-grossense deu um salto significativo nos últimos anos, ultrapassando a marca dos R$ 270 bilhões, enquanto o ritmo das receitas fiscais bateu marcas históricas, atingindo patamares superiores a R$ 35 bilhões em arrecadação global antes do previsto a cada exercício.  

 

Apesar da abundância de recursos nos cofres públicos e da sólida situação fiscal, os dados do REE-F indicam que o estado enfrenta gargalos estruturais para transformar a elevada receita por habitante em melhorias diretas na qualidade de vida dos cidadãos. (Com informações da Folha de S.Paulo)

  Posições do Ranking (26 Estados)

(O Distrito Federal não entra na avaliação devido a especificidades orçamentárias próprias). Posição Estado Pontuação REE-F Classificação 1º Paraná 0,734 Eficiente 2º Ceará 0,665 Eficiente 3º São Paulo 0,637 Eficiente 4º Santa Catarina 0,612 Eficiente 5º Piauí 0,596 Eficiente 6º Paraíba 0,561 Eficiente 7º Minas Gerais 0,552 Eficiente 8º Rio Grande do Sul 0,545 Alguma Eficiência 9º Goiás 0,541 Alguma Eficiência 10º Espírito Santo 0,536 Alguma Eficiência 11º Pernambuco 0,504 Alguma Eficiência 12º Mato Grosso do Sul 0,458 Alguma Eficiência 13º Maranhão 0,458 Alguma Eficiência 14º Sergipe 0,399 Alguma Eficiência 15º Tocantins 0,375 Alguma Eficiência 16º Mato Grosso 0,368 Alguma Eficiência 17º Alagoas 0,368 Alguma Eficiência 18º Rio de Janeiro 0,354 Alguma Eficiência 19º Rondônia 0,354 Alguma Eficiência 20º Rio Grande do Norte 0,303 Ineficiente 21º Bahia 0,301 Ineficiente 22º Amazonas 0,291 Ineficiente 23º Pará 0,237 Ineficiente 24º Roraima 0,233 Ineficiente 25º Acre 0,166 Ineficiente 26º Amapá 0,110 Ineficiente

 

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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