
Durante o ato de lançamento de campanha do candidato a senador José Medeiros (PL), realizado nesta quinta-feira (17) no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, o prefeito da capital, Abílio Brunini (PL), disparou severas críticas contra o reajuste de R$ 91 anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o programa Bolsa Família. Na ocasião, o chefe do Executivo municipal classificou a medida como uma tentativa de “compra de votos” a poucos dias do primeiro turno das eleições.
Para o prefeito, a alteração que eleva o piso de R$ 600 para R$ 691 reflete o “desespero” da base governista diante do crescimento da popularidade de Flávio Bolsonaro (PL) e da perda de espaço da esquerda em redutos tradicionais.
“Acho que é a questão eleitoreira, mas que pelo menos fizessem bem feito, né? O cara, às vésperas da eleição, aumenta R$ 91! Isso é muito pouco. Já que vai tentar comprar o voto do eleitor com o aumento do Bolsa Família, pelo menos que aumente para R$ 850. R$ 91 não dá para comprar uma cesta básica, não dá para comprar um sacolão”, afirmou.
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Além de criticar a quantia repassada, Abílio questionou a atuação e a suposta inércia da Justiça Eleitoral diante do anúncio feito a 17 dias do pleito.
“Infelizmente, para eles pode. A Justiça Eleitoral não faz nada. Se fosse o Bolsonaro fazendo isso, Bolsonaro já tinha a eleição dele anulada”, declarou.
Por fim, o gestor aproveitou para cobrar alterações estruturais nos critérios dos programas assistenciais, argumentando que as normas atuais acabam penalizando o cidadão que busca inserção no mercado formal.
“Aproveita e já altera o Bolsa Família para que a pessoa que quer trabalhar não perca [o benefício]. […] Deixa a pessoa trabalhar e ter o Bolsa Família como auxílio de sobrevivência. E também eu até falo do BPC, que é para a pessoa com deficiência: a pessoa que vai trabalhar perde o BPC, então pelo menos mudem essas regras”, concluiu.

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