
Após o debate entre os candidatos ao Senado, promovido pelo Grupo Gazeta de Comunicação nesta quinta-feira (17), o senador Carlos Fávaro (PSD) voltou a alfinetar seu oponente, José Medeiros (PL), chamando-o pela pecha de “melancia” e afirmando que o único candidato verdadeiro da direita é Antônio Galvan (Avante). O candidato também destacou que o presidente Lula (PT) não virá ao estado por falta de agenda.
“Para mim, candidato raiz da direita em Mato Grosso, dessa direita que é tão forte aqui, é Antônio Galvan”, afirmou. Em outro momento, durante o debate, ele diz: “O senhor faz campanha de uma forma pejorativa, chamando as pessoas de melancia. Eu queria então que o senhor pudesse relatar aos seus eleitores como o senhor considera o suplente Odílio Balbinotti. […] Ele é melancia? O senhor foi senador por um partido de esquerda. O senhor também é melancia? O senhor planta melancia?”, ironizando o adversário, que é conhecido por vídeos em que atribui a pecha a oponentes.
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Quando questionado sobre a possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vir a Mato Grosso, o senador voltou a negar, dizendo que a agenda é muito complicada. Contudo, fez referência a programas do presidente e prometeu “trabalhar muito para não deixar uma tragédia acontecer”, referindo-se a um cenário positivo a Flávio Bolsonaro (PL).
“[O risco de Flávio vencer] É uma realidade. A eleição será muito disputada, tal qual foi em 2018. Lembra que, em 2018, o candidato não foi Lula, foi Haddad e Bolsonaro. E, sem sombra de dúvida, a facada, infelizmente, a tragédia daquela facada, deu uma certa vantagem a Bolsonaro. Porque a eleição era extremamente polarizada e foi polarizada até o final. Em 2022, o Bolsonaro, presidente da República, teve uma eleição muito disputada, e o Lula venceu. Agora, de novo, será uma eleição muito disputada”, pontuou em coletiva.
Ainda, em uma eventual reeleição de Lula e seu retorno ao Senado, Fávaro destacou que manterá sua palavra e buscará a abertura dos processos de impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvidos em escândalos. Entretanto, defendendo o não envolvimento do presidente e sua autonomia em funções do Executivo.
“Ninguém vai fazer impeachment sem base legal. Os ministros do Supremo, hoje, têm embasamento técnico para ter impeachment, sim. Se pautar, vai ter impeachment do ministro do Supremo. Agora, do presidente Lula, ninguém vai pautar. Se não tiver nenhum crime, não tem nada contra ele”, concluiu.

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