Casa das Pretas agita Centro Histórico com cultura e ancestralidade

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O Centro Histórico de Cuiabá ganha, a partir do dia 19 de setembro, uma programação voltada à cultura, ancestralidade e valorização da memória negra. O Agita Casa das Pretas será lançado às 15h30, com atividades gratuitas abertas à comunidade até janeiro de 2027.

 

Realizado pelo Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (IMUNE), o projeto foi aprovado por meio de emenda parlamentar e conta com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT). As inscrições para as oficinas já estão abertas e também poderão ser feitas no dia do lançamento.

 

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A programação será desenvolvida na Casa das Pretas, em frente à Praça da Mandioca, e inclui oficinas de tranças afro, confecção de xequerê — instrumento percussivo de origem africana — e produção de peças em gesso, além de palestras e visitas guiadas.

 

A iniciativa pretende ampliar o acesso gratuito à cultura e, ao mesmo tempo, fortalecer a ocupação do Centro Histórico com ações que preservem saberes, histórias e manifestações da população negra.

 

“Queremos manter a Casa cada vez mais viva, aberta e próxima da comunidade. É um projeto que valoriza nossa ancestralidade, nossos saberes e a contribuição da população negra para a construção de Cuiabá e de Mato Grosso”, afirma a presidente do IMUNE, Antonieta Costa.

 

Memória e resistência

Reconhecida como Ponto de Cultura, a Casa das Pretas desenvolve ações culturais, educativas e sociais e mantém uma afroteca comunitária, com acervo dedicado à história, literatura, identidade e cultura negra.

 

O projeto também busca dar visibilidade ao protagonismo das mulheres negras na formação social e cultural de Mato Grosso, além de fortalecer o enfrentamento ao racismo e a valorização da identidade negra.

 

Com 23 anos de atuação, o IMUNE desenvolve ações nas áreas de educação, cultura, saúde, direitos humanos e promoção da igualdade racial.

 

Ao movimentar um casarão no coração histórico da Capital, o Agita Casa das Pretas transforma cultura e ancestralidade em instrumentos de ocupação e resistência, aproximando a comunidade de histórias e saberes que também ajudam a contar a formação de Mato Grosso.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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