
Em entrevista na quinta-feira (24), o senador Jayme Campos (União) disse que “torce” e “roga a Deus” para que a população cuiabana escolha um bom candidato para o cargo de prefeito de Cuiabá, não um “falastrão”. Ao contrário de seus colegas de partido, o parlamentar não declarou apoio a nenhum dos dois candidatos que disputam o segundo turno na Capital.
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Jayme afirmou que, após o resultado do primeiro turno das eleições para prefeito em Cuiabá, foi procurado pelo governador Mauro Mendes para dar sua opinião sobre qual deveria ser o rumo do partido no segundo turno.
“Quando eu fui ouvido pelo governador Mauro Mendes, sobre qual era a minha opinião em relação ao encaminhamento das eleições em Cuiabá, eu externei que tinha que liberar o partido para apoiar, naturalmente, aquele que lhe interesse”, disse.
Após a decisão do União Brasil de liberar seus membros para apoiarem qualquer um dos candidatos, o secretário-chefe da Casa Civil Fábio Garcia e o próprio governador Mauro Mendes decidiram ficar ao lado de Abilio Brunini (PL). Jayme não declarou apoio nem a Abilio, nem a Lúdio Cabral (PT), e apontou que seu candidato era Eduardo Botelho. No passado, ele já criticou a postura de Abilio como político.
“Eu, particularmente, não estou participando da campanha aqui, até porque o meu compromisso era com Eduardo Botelho, e espero que a sociedade cuiabana escolha aquele que possa, com certeza, bem representá-la. Ser um prefeito que tem compromisso com a população”, ponderou.
No entanto, uma crise surgiu dentro do grupo político do governador, principalmente após a declaração de Fábio Garcia, de que se tivesse sido escolhido como o candidato do partido ele seria eleito, isso um dia após a derrota de Botelho. Neste mesmo dia, ele se colocou ao lado de Abilio.
Outra fala que gerou desconforto foi a do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que, ao declarar apoio a Abilio, disse que todo mundo que perdeu em Cuiabá e Várzea Grande, estaria do ‘outro lado’. Curiosamente, o candidato a vice de Botelho era Marcelo Sandrin, do Republicanos, e em Várzea Grande o candidato derrotado era apoiado por Jayme e Júlio Campos. Sem citar nomes, o senador disse que espera que os eleitores de Cuiabá não escolham um “falastrão”.
“Torço e rogo a Deus que a sociedade cuiabana, nesse dia 27 possa caminhar de forma livre e democrática, e escolher aquele que representa, com certeza, uma boa gestão, não de falastrão, mas de pessoas competentes, de pessoas que têm compromisso com a população”.

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