Bolsonaristas de MT comemoram crise na PF para atacar Moraes e inflamar base

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A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, causou reações imediatas entre políticos bolsonaristas de Mato Grosso. A medida cautelar, motivada por indícios de monitoramento ilícito praticado pela cúpula da PF contra o próprio magistrado e o advogado-geral da União, Jorge Messias, passou a ser utilizada como ativo de mobilização política e de campanha eleitoral para o pleito de outubro em prol de Flávio Bolsonaro (PL).

 

Nas redes sociais, o vereador de Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), publicou uma imagem retratando a disputa institucional. A ilustração desenha André Mendonça na figura de um robô exterminador, enquanto o ministro Alexandre de Moraes aparece como uma garotinha assustada se escondendo sob a mesa, acompanhada de hashtags de apoio ao impeachment do ministro.

Além dele, outros políticos da ala conservadora se manifestaram por meio de vídeos em suas redes sociais. O candidato a deputado federal Coronel Assis (PL) celebrou a determinação judicial e ironizou a reação do STF.

 

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“O ministro André Mendonça afastou o André Rodrigues da Polícia Federal. O Alexandre Moraes deve ter acordado com uma dor de estômago, uma dor na cabeça, lascada nessa manhã. O Brasil será e deverá ser passado a limpo, meus amigos. E a limpeza que nós queremos é justamente isso”, afirmou em vídeo.

 

Na mesma linha, o candidato ao Senado, José Medeiros (PL), direcionou suas críticas tanto ao comando afastado da Polícia Federal quanto à aliança política do Executivo federal.

 

“Esse cara estava lá, é o mesmo que tomava whisky com o Vorcaro, foi o chefe desses dossiês aí contra o André Mendonça, né? E que estava ali num consórcio, Lula, Alexandre. Acerta o ministro André Mendonça”, disse, fazendo ligação com outros recentes escândalos envolvendo figuras de poder. André Medonça também foi ligado a Vorcaro, como aparece em relatório.

 

A determinação de Mendonça para o afastamento do diretor da Polícia Federal ocorreu de forma coincidente logo após a divulgação de vazamentos das investigações do caso Daniel Vorcaro e Banco Master. Essas revelações colocaram figuras de destaque do bolsonarismo, como o deputado mineiro Nikolas Ferreira (PL), sob o mesmo holofote de suspeitas de proximidade indevida que vinha sendo direcionado a nomes do Supremo Tribunal Federal, a exemplo do ministro Alexandre de Moraes.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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