Pivetta não descarta a existência de boicote no DAE; ‘A gente já viu de tudo’

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) disse que as ações do trabalho conjunto da Prefeitura de Várzea Grande e do governo estadual já conseguiram assegurar o abastecimento regular de água para 20% dos moradores que não eram atendidos anteriormente. Em conversa com a imprensa nesta terça-feira (08), Pivetta ponderou que ainda há um desafio a enfrentar, que ele definiu como “mistério debaixo das ruas”.

“O grande problema é o mistério que existe debaixo das ruas, que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso. Tem muitos mistérios em Várzea Grande, mas eu garanto que estamos no caminho certo”, afirmou o governador.

Questionado sobre a denúncia feita desde o início da gestão da prefeita Flávia Moretti (PL), em 2025, de que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) da cidade vinha sofrendo boicote para que o serviço não fosse restabelecido, ele não descartou a possibilidade.

 

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“A gente já viu de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, declarou.

Em julho deste ano, a prefeitura, o governo do Estado, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que vem sendo chamado de “Aliança pela Água”, para encontrar uma solução definitiva para os problemas crônicos no abastecimento no município.

Conforme Pivetta, desde o início dos trabalhos, já foram reativados 14 poços que estavam abandonados, o que permitiu uma produção de 700 mil litros por hora. Esse volume garantiu que o serviço fosse ampliado, abrangendo 20% dos moradores que não recebiam água em suas residências.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda. Pelo prazo que nós assumimos e o plano de ação que nós temos […] o que nós fizemos até agora foram ações pontuais, reativando poços já existentes que estavam desativados”, declarou.

Conforme Pivetta, já foram adquiridos equipamentos e materiais, sempre por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), conforme previsto no acordo. Mas essas aquisições ainda não foram entregues, porque incluem insumos importado.

 

Entenda o TAC
O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi a solução encontrada pelas partes envolvidas para evitar a medida extrema de uma intervenção no DAE. Essa foi a recomendação inicial do TCE, que apontou a existências de dívidas acumuladas que ultrapassavam os R$ 315 milhões, além da suspeita de graves irregularidades administrativas.

A ideia seria repetir o precedente aberto com a intervenção do governo na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, em 2023, quando o Tribunal de Justiça retirou do então prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) a administração da pasta e de todas as autarquias e unidades vinculadas ao serviço essencial.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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