‘Barato que sai caro’; vereador critica planejamento de Abílio e prorrogação de temporários

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A aprovação recente do Projeto de Lei que amplia o prazo das contratações temporárias em Cuiabá reacendeu o debate sobre a eficiência da gestão pública municipal e a precarização dos serviços essenciais. A medida estendeu o limite dos contratos de 24 para 36 meses, teto permitido pela legislação federal, em uma decisão que, segundo o vereador Daniel Monteiro (Republicanos), foi tomada em caráter de urgência para evitar o colapso do atendimento à população por conta da má gestão do prefeito Abílio Brunini (PL).

 

“Na verdade, é normal, mas não é moralmente recomendado. […] Por falta de planejamento de fazer um concurso público, de fazer um novo seletivo ou de fazer qualquer outra medida que solucionasse essa lacuna indispensável para a manutenção dos serviços essenciais, teve que fazer, em sede de pedido de urgência. […] Esse projeto de lei para ampliar”, explicou em entrevista ao Jornal do Meio-Dia, na última quarta-feira (02).

 

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O impacto direto dessa rotatividade excessiva é sentido com maior gravidade na rede municipal de ensino, em que a continuidade pedagógica fica comprometida. O parlamentar ressaltou que a política de contratos curtos mina os esforços de capacitação dos docentes e prejudica o aprendizado dos alunos.

 

“Porque, se eu demoro dois anos para formar um professor e ele só tem mais um ano, eu não vou aproveitar essa formação que eu dei para ele. […] É barato que sai caro. Se eu tenho um profissional que vai dar uma aula, que vai lecionar, e eu não consigo formar ele para aproveitar essa formação que eu estou dando, ou eu estou enxugando gelo ou eu estou mentindo para a população”, pontuou.

 

Paralelamente às discussões sobre concursos, foram levantadas questões sobre a saúde financeira do município e a condução econômica pelo prefeito. Questionado sobre as justificativas que o gestor deu para o baixo consumo no comércio local, ao culpar o e-commerce e as diretrizes do governo federal, o vereador acusou o Executivo de criar narrativas para se esquivar de suas atribuições diretas na mobilidade, infraestrutura e zeladoria urbana.

 

“Mas o que não dá é para o prefeito continuar se eximindo de todas as responsabilidades […] São cortinas de fumaça, por meio das quais ele está tentando tapar a sua própria incompetência. […] São cortinas de fumaça de um prefeito que não consegue trabalhar, não consegue ter um planejamento e vive de internet”, acusou.

 

Ainda, o parlamentar ressaltou que a crise orçamentária enfrentada pela capital decorre da concentração de dívidas no curto prazo, aliada à ausência de uma política rígida de contenção de gastos públicos. Segundo ele, a solução passa por cortar privilégios internos e nomeações políticas antes de repassar a conta ao contribuinte.

 

“Porque tem um fluxo de caixa muito problemático, dívidas de curto e médio prazo estourando todos os dias e você não vê corte de gasto por parte da prefeitura […] A prefeitura, mais uma vez, vem repetindo uma boa e velha prática […] que é só aumentar a arrecadação, mas do lado do gasto não faz absolutamente nada”, criticou, cobrando austeridade tanto do Poder Executivo quanto do próprio Legislativo municipal ao concluir.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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