
Ao avaliar o cenário de racha interno no União Brasil, o ex-governador e candidato ao Senado, Mauro Mendes, argumentou que as divergências fazem parte da democracia ao justificar seu apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Durante sabatina, ainda aproveitou para alfinetar o correligionário Jayme Campos, que foi derrotado por Mendes em convenção partidária.
“Nós chamamos União Brasil, mas o partido tem várias linhas, várias formas de pensar. Ele representa uma parte da sociedade e o Jayme não é unanimidade dentro do partido, nem eu sou, então é natural que haja disputa e, quando você tem uma disputa, é natural que você decida no voto. Então, quem decidiu no voto não foi o Mauro Mendes. Ele perdeu por 30 a 19. Eu fui apenas um voto desses 30, então pronto, democracia, isso faz parte”, afirmou durante o Programa A Notícia de Frente na última semana.
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O descontentamento do senador Jayme Campos atinge também a condução do partido. Em declarações recentes, o parlamentar demonstrou mágoa e declarou arrependimento por ter apadrinhado a transição política de Mendes do PSB para a atual legenda. Já Mendes pontuou ter conversado previamente com o senador para alinhar sua preferência por Pivetta.
“Essa conversa eu tive com o Jayme no ano passado e deixei muito claro que eu, Mauro Mendes, tenho o direito de fazer isso. Qualquer cidadão tem o direito de apoiar, votar em quem ele bem quiser. Eu disse ao Jayme que eu, Mauro Mendes, iria apoiar o Otaviano Pivetta e que o partido iria decidir. Gente, o partido é isso, por isso que chama partido, porque ele é partido, ele não é unido”, justificou.
Por fim, o candidato destacou que a base municipalista endossou a deliberação da convenção estadual e defendeu a adesão dos nomes vencidos na disputa interna.
“Os prefeitos da União Brasil todos estão apoiando o Pivetta agora nas eleições. A grande maioria absoluta do partido está apoiando o Pivetta, seguindo o resultado democrático das votações na convenção do partido. Isso se chama democracia partidária. É normal que tenha divergência interna e é absolutamente normal que você vá lá, vote, decida no voto. Quem ganhou segue em frente, quem perdeu tem que recuar”, concluiu o candidato.

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