
O candidato Rafaell Milas (Missão) refutou a pecha de que seu partido seria “antissistema”, criticando o histórico e as propostas de adversários políticos e defendendo uma participação ativa e central do agronegócio e de suas entidades nos conselhos governamentais. No centro das discussões sobre o desenvolvimento econômico e social, o candidato detalhou sua visão para o setor produtivo e a necessidade de valorizar quem sustenta a balança comercial do país.
“O Missão não é antissistema, porque eles formaram o partido político. O partido do Missão criou o livro amarelo, que é uma base, uma Bíblia que tem mais de 200 intelectuais que pensaram o Brasil a médio e a longo prazo. Tem festivais de música, tem editora de livro, tem um sistema, uma rede social própria e é a campeã da geração Z”, afirmou após debate na Aprosoja na quinta-feira (20).
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Em relação à agricultura familiar, o candidato propôs uma mudança de perspectiva conceitual e estrutural, afirmando que prefere não segmentar o setor. Acrescentando que, para ele, a “agricultura familiar é agricultura, é agronegócio”, argumentando que limitar o termo acaba por estigmatizar o produtor.
“Quando a gente fala, a gente limita esse termo na impressão de que eles serão pequenos para sempre e não serão grandes… [É necessário que] os estados forneçam pelo menos uma energia mais barata, uma habitação mais barata, incentivos fiscais de verdade, para que eles consigam plantar e viver do seu sustento. […] Deixa ele ter a imaginação, que ele será grande também um dia”, declarou.
O candidato também direcionou críticas severas a figuras políticas locais e à forma como a gestão pública é conduzida na região. Para Milas, a política atual frequentemente se utiliza de discursos vazios enquanto afasta soluções reais para a população, reforçando que o papel do seu grupo é “trazer propostas reais e não firulas”.
Por fim, ao projetar o papel da Aprosoja Mato Grosso em uma eventual gestão, o candidato defendeu uma integração direta e decisiva das entidades de classe nas decisões do governo. Milas enfatizou que as entidades representativas devem ocupar espaço cativo em conselhos estratégicos e com mandatos autônomos. Defendendo o protagonismo de quem financia a economia local, ele resumiu sua posição com uma analogia direta, dizendo que “quem paga a banda, escolhe a música”.

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