De IPVA justo, ‘aluguel barato’ a ‘máquina de guerra’; conheça planos de governo

Imagem

Com o fim das convenções e o início do período eleitoral, os candidatos ao governo de Mato Grosso apresentaram seus planos de gestão. Ao eleitor cabe conhecer cada um deles e escolher os ideais que mais convergem com as necessidades sociais que julga prioritárias. As propostas vão desde investimento em concurso para servidores da saúde, aumento do efetivo policial, redução de gastos com a máquina pública.

 

Saúde Pública e Assistência Social  

A regionalização do atendimento, o combate às filas por exames e a ampliação da telemedicina são pontos de convergência nos discursos. Natasha Slhessarenko (PSD) articula seu plano sob o conceito do “cuidado”, propondo uma fila única estadual auditável e orçamento próprio para a Secretaria da Mulher com apoio a vítimas de violência. Em contraste, Maurício Coelho (Mobiliza) propõe o programa “Mato Grosso Sem Dor”, vouchers de medicamentos para famílias vulneráveis e o plano habitacional “Choque do Aluguel Barato”, ofertando imóveis públicos abaixo do preço de mercado.

 

No campo da continuidade, Otaviano Pivetta (Republicanos) foca no fortalecimento dos hospitais regionais, na expansão das Casas da Mulher Brasileira e na meta de ter metade dos cargos de chefia ocupados por mulheres. O Sargento Laudicério (Agir) propõe a “Linha Estadual de Cuidado ao Autismo” e o reforço da atenção básica.

 

Wellington Fagundes (PL) aposta na modernização com o aplicativo Saúde na Ponta do Dedo, na ampliação da rede de transplantes e na criação de um Hospital Veterinário Público. Por fim, Rafaell Milas (Missão) prioriza o controle de custos por meio de postos de telemedicina e da implantação de um Samu Aeromédico para resgates de alta complexidade.

 

Segurança Pública e Direitos Humanos  

As estratégias variam entre reforço operacional, tecnologia e ações voltadas à proteção de grupos vulneráveis. Slhessarenko e Fagundes destacam-se por incluir diretrizes específicas para a população LGBTQIAPN+: a primeira estabelece uma política estadual permanente de atenção a pessoas trans, enquanto Fagundes foca em ações antidiscriminação e na descentralização da rede de proteção, ao lado do programa MT Seguro, voltado às fronteiras e ao combate a facções.

 

Outras candidaturas do campo conservador priorizam ações de intervenção direta. Coelho propõe a estrutura de inteligência denominada “A Máquina de Guerra”, combinada à isenção do ICMS sobre energia no projeto “Luz sem Imposto”. Milas desenhou a “Operação Tormenta do Cerrado”, força-tarefa permanente entre as forças de segurança integrada ao uso de drones e monitoramento via satélite nas divisas.

 

Pivetta mantém o foco na “tolerância zero”, ampliando o uso do Botão do Pânico e do monitoramento eletrônico de agressores. Já Laudicério direciona propostas ao funcionalismo da área, com foco na recomposição do efetivo, na saúde mental dos agentes e no “IPVA Justo”, focado em descontos temporários para o primeiro veículo de pessoas físicas.

Economia, Gestão Fiscal e Desenvolvimento

 

Leia também – Deputados ampliam arrecadação e caixa de campanha já passa de R$ 600 mil

 

O financiamento do Estado contrapõe a revisão de benefícios fiscais à manutenção da austeridade e da livre iniciativa. Coelho propõe rever R$ 10 bilhões em renúncias tributárias de grandes empresas para financiar o fim do IPVA para veículos flex e zerar o ICMS da conta de luz. Milas, por outro lado, embasa seu plano no “Painel de Governança Integrada e Desempenho Fiscal”, com corte de comissionados, privatizações e atração de investimentos sem concessões tributárias.

 

Pivetta fundamenta sua atuação na continuidade da responsabilidade fiscal e no “lucro social” derivado do rigor com os gastos públicos. Fagundes apresenta o conceito do “Fisco Amigo” para desburocratizar o setor produtivo e prevê reavaliar as restrições à pesca profissional com base em pareceres técnicos.

 

Na transparência, Slhessarenko propõe a exigência de declarações patrimoniais anuais estendidas a cônjuges e filhos do primeiro escalão do governo. Laudicério prioriza a valorização dos servidores com o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) pendente e a criação de mesas permanentes de negociação.

 

Infraestrutura e Educação  

A logística e a formação técnica dividem os projetos para o desenvolvimento estadual. Na infraestrutura, Fagundes propõe o uso de balanças dinâmicas e o monitoramento de cargas para proteger a malha viária, defendendo a integração entre rodovias, ferrovias e hidrovias. Milas conceitua seu projeto como “Revolução Logística” para transformar o estado em um polo agroindustrial sul-americano, e Laudicério foca na substituição de pontes de madeira na zona rural.

 

Na educação, Pivetta sugere a expansão do ensino em tempo integral, o uso de inteligência artificial para correção de redações e o “Programa Decolando”, para capacitação gratuita de jovens pilotos civis. Slhessarenko projeta o cofinanciamento estadual para a educação infantil e a reestruturação dos Centros de Educação de Jovens e Adultos (CEJAs). Por fim, Milas defende a ampliação das escolas cívico-militares, enquanto Coelho propõe o uso de dados abertos e jogos educativos para impulsionar os índices de aprendizagem.

 

Escolha consciente  

O Grupo Gazeta de Comunicação reforça a importância do voto consciente. Diante das diferentes propostas apresentadas para o futuro de Mato Grosso, o eleitor deve analisar com atenção os planos de governo e avaliar a viabilidade de cada medida.

 

Lembrando que a decisão começa na urna e que se escolhem, além de um nome, os projetos e propostas de um candidato. Para auxiliá-lo nesta escolha, continue acompanhando a cobertura completa das eleições e os debates no Portal Gazeta Digital . Na eleição, o protagonista é o eleitor!

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*