
Jovem de 22 anos, alvo da Operação Armadilha, da Polícia Civil, fazia vítimas ao simular interesse na compra de produtos anunciados para marcar encontros e, no momento da suposta negociação, anunciar o assalto. Filho de um policial militar, ele é investigado por pelo menos 6 roubos praticados com emprego de arma de fogo em Cuiabá nos últimos dois meses.
Conforme as investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), o suspeito agia com comparsas e utilizava anúncios de produtos como isca para atrair as vítimas. Após demonstrar interesse nos itens, o grupo combinava locais para a realização dos supostos negócios.
Quando as vítimas chegavam ao ponto marcado, porém, eram surpreendidas pelos criminosos, que anunciavam o roubo e utilizavam armas de fogo para ameaçá-las e levar seus pertences.
A estratégia deu origem ao nome da operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (19), que cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o investigado.
Segundo a Polícia Civil, o alvo foi identificado como autor de pelo menos seis roubos majorados. Três deles ocorreram entre os dias 15 e 18 de junho. Outros três casos são investigados como possíveis crimes praticados pelo grupo nos meses de julho e agosto.
O mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma residência no bairro Altos da Serra, em Cuiabá, onde o suspeito mora com o pai.
Durante as investigações, uma das vítimas relatou que os criminosos utilizavam coletes balísticos com inscrição da Polícia Militar durante a abordagem.
Filho de PM
O cumprimento das ordens judiciais é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar, uma vez que o investigado é filho de um policial da corporação.
As decisões judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Capital, a partir das informações reunidas pela Derf.
A Polícia Civil continua as diligências para verificar se o grupo está ligado a outros roubos com a mesma dinâmica e identificar possíveis novas vítimas.

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