Natasha quer foco na saúde, segurança e defende concurso para servidores

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A candidata ao governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), afirmou que tem, entre suas prioridades de gestão, caso eleita, foco na gestão de saúde e segurança pública por meio da criação de concursos públicos, consultas via telemedicina e ampliação do contingente policial. A médica representa a ala mais à esquerda entre os postulantes ao cargo e disse ter como desafio romper com a polarização que domina o país num estado com eleitor predominantemente conservador.

 

“O Estado gasta muito com a saúde. São R$ 30 bilhões nos últimos sete anos, o que dá aproximadamente R$ 4 bilhões por ano, mas é muito mal gasto. Falta, obviamente, falta gestão. […] A saúde tem que estar onde a população está, então, é na atenção primária”, avaliou, ao frisar a saúde como sua principal bandeira em sabatina no Jornal do Meio-Dia desta quinta-feira (13).

 

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Ainda, a candidata vem prometendo em sua campanha a realização de concursos públicos para valorizar os profissionais e a ampliação da tecnologia para agilizar os atendimentos.

 

“Se não puder ter médico especialista nos hospitais regionais e municipais, [deve estar] na palma da mão, num aplicativo de saúde, com a telemedicina”, pontuou.

 

Ao ser questionada sobre a segurança pública em concomitância aos concursos e combate ao avanço do crime organizado, Natasha ressaltou o déficit do efetivo e propôs ações imediatas de reordenamento das forças estaduais.

 

“Nós temos 700 policiais que estão aí nas instituições, fazendo atividades meio, carregando pasta de político, enfim, e que deveriam estar aí na rua”, declarou, acrescentando que suas prioridades envolvem o “aumento do contingente policial, com déficit na polícia civil, militar e penal, e aumentar o número de presídios”.

 

Com relação ao desenvolvimento econômico do estado, a candidata alertou para os riscos que o modelo atual enfrenta diante das recentes mudanças na arrecadação de impostos. Segundo ela, a agregação de valor à produção local tornou-se uma urgência para a sustentabilidade fiscal do Estado.

 

“Com a nova reforma tributária, o Rio de Janeiro vai ter 50% a mais na sua arrecadação… enquanto que em Mato Grosso, se nada for feito, se continuar como está, nós teremos um déficit. Porque somos um Estado produtor e o novo imposto vai valorizar e arrecadar no Estado que for consumidor. Então nós precisamos com urgência fazer a industrialização”, explicou.

 

Por fim, comentando sobre a dificuldade de gerir a crise de saneamento básico em boa parte do território mato-grossense, como em Várzea Grande, a médica classificou a carência de esgotamento sanitário como um grave problema ignorado historicamente por gestores públicos. Além de lembrar que o acesso à rede sanitária, ao lado de vacinas e antibióticos, foi uma das grandes transformações da saúde no mundo.

 

“Infelizmente, o que acontece é que o esgoto fica por baixo da terra. Tem outra máxima que diz que ‘esgoto não dá voto’. Isso é inadmissível para a saúde pública e para o meio ambiente. […] Eu sonho com Mato Grosso para todos. Um Mato Grosso que não deixe ninguém para trás”, concluiu.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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