
Inês Gemilaki, seu filho, Bruno Gemilaki Dal Poz, e o cunhado dela, Éder Gonçalves Rodrigues, réus pelo ataque em uma confraternização que matou os idosos Pilson Pereira da Silva, de 65 anos, e Rui Luiz Bogo, de 71 anos, e deixou um padre ferido , em Peixoto de Azevedo (a 691 km de Cuiabá), foram ouvidos durante audiência de continuação, assim como as testemunhas e informantes do caso. Após as alegações finais, haverá a pronúncia do juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara do município, se o trio será ou não julgado pelo Tribunal do Júri.
Durante a audiência, que aconteceu na tarde dessa quarta-feira (23), foram colhidos depoimentos das vítimas sobreviventes, testemunhas de acusação e defesa, e feito o interrogatório dos réus. Na ocasião, o magistrado demandou a expedição de ofícios por parte da defesa. Reprodução
Momento em que Inês Gemilaki entra no local armada e efetua os disparos foi filmado por câmeras de segurança
Zibordi deu o prazo de cinco dias para que as partes apresentem suas alegações finais, só então o magistrado fará o pronunciamento se o caso será ou não levado ao júri popular.
O juiz também deu o prazo de cinco dias para que a Polícia Civil junte aos autos o boletim de ocorrência do caso, lavrado e assinado pela autoridade policial. Zibordi já havia cobrado a juntada do documento anteriormente e chegou a salientar que o não envio “poderá configurar crime de desobediência”.
“O ofício encaminhado não foi cumprido adequadamente conforme deliberado. Portanto, defiro o pedido da defesa e determino que a Delegacia de Polícia Civil seja oficiada para que junte aos autos o Boletim de Ocorrência lavrado e assinado pela autoridade policial, documento este que obrigatoriamente deve ser integrado ao feito. Saliento ainda que, a ausência da juntada deste documento poderá configurar crime de desobediência, nos termos do artigo 330 do Código Penal”, determinou o magistrado.
De acordo com a Corregedoria Geral da Justiça, o processo tramita em sigilo.
O caso
O ataque aconteceu no dia 21 de abril deste ano. À época, as câmeras de segurança flagraram Inês Bruno e Éder invadindo uma casa onde acontecia uma confraternização e efetuando os disparos que causaram o duplo homicídio e deixaram um padre ferido.
De acordo com as investigações, o crime foi motivado por vingança , pois a família de Inês estaria recebendo diversas cobranças referentes ao aluguel de um imóvel, no valor de R$ 60 mil, cujo dono, Enerci Afonso Lavall, conhecido como Polaco, deveria ser o alvo dos réus. No entanto, no momento em que atiraram contra ele, a arma falhou.
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