MP conclui projeto de ressocialização com presas em MT

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), atuando por meio do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal, participou do encerramento da terceira edição do projeto “Reconstruindo Sonhos”, promovido na Cadeia Pública Feminina de Nova Xavantina (645 km a leste de Cuiabá). Nesta turma, além dos encontros temáticos e da qualificação profissional habitual, as participantes contaram com a inclusão do subprojeto “Pintando Sonhos”, uma iniciativa fomentada pelo promotor de Justiça Fábio Rogério de Souza Sant’Anna Pinheiro.

 

A proposta ofereceu oficinas de pintura em tela para as mulheres privadas de liberdade, aproveitando a arte como meio de qualificação, desenvolvimento pessoal e ampliação das perspectivas de reinserção social. Ao longo dos encontros, as alunas aperfeiçoaram técnicas artísticas e produziram obras voltadas a temas como força, fé, natureza e esperança. Visando à sustentabilidade da ação na unidade prisional, duas reclusas foram capacitadas como multiplicadoras para conduzir novas turmas, assegurando que o projeto continue ativo.

 

Esta conclusão marcou um avanço histórico para o Programa Semear (Sistema Estadual de Métodos para Execução Penal e Adaptação Social do Recuperando), pois o “Pintando Sonhos” tornou-se a primeira iniciativa das unidades prisionais do Estado a cumprir integralmente todas as suas fases, desde o planejamento até a avaliação final dos resultados, servindo como modelo para outras ações.

 

Representando o MPMT no evento final, a assistente ministerial e psicóloga Amanda F. Amorim atuou no recolhimento e na sistematização dos dados de execução, alimentando a base do Programa Semear para a futura formulação de políticas públicas de ressocialização. Na ocasião, Amorim enfatizou o impacto da iniciativa:

 

“Por se tratar do primeiro projeto concluído dentro do Programa Semear, nossa presença no encerramento teve o papel de assegurar que os dados desta edição fossem devidamente coletados e sistematizados. É esse acompanhamento que permite ao Semear medir o impacto real dos projetos e demonstrar, com evidências, que a ressocialização é possível. Além disso, poder acompanhar de perto a evolução das participantes, que nunca haviam tido contato com a pintura em tela, reforça a convicção de que estamos no caminho certo”, afirmou.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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