‘Não fomos notificados’, diz presidente do TJ após operação da PF

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino, afirmou que o Poder Judiciário ainda não foi notificado sobre a Operação Ultima Ratio, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (24) e que investiga corrupção em vendas de decisões judiciais. No entanto, ela garantiu que estão à disposição das autoridades.

 

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Um dos alvos da operação foi o empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, acusado de atuar como lobista em um esquema de venda sentenças investigado e envolvendo o advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro passado. Conforme apurou o , quando a equipe da PF chegou à casa dele, no condomínio de luxo Alphaville, nas primeiras horas da manhã, já não encontrou ninguém. Foi necessário pular o muro da residência e acionar um chaveiro.

 

O suposto esquema foi descoberto após perícia no celular de Zampieri, encontrado em seu carro, próximo ao corpo. A família tentou impedir que o aparelho fosse periciado. Foi apontado que o advogado captava clientes que teriam interesse em processos que tramitavam no STJ.

 

Em Mato Grosso, o juiz Ivan Lúcio Amarante, da Comarca de Vila Rica, e os desembargadores João Ferreira e Sebastião Moraes, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) já foram afastados do cargo por suposto envolvimento no esquema. A desembargadora Clarice Claudino disse que a Justiça Estadual ainda não foi notificada pela PF.

 

“Nós temos aí essa operação da Polícia Federal, que nós ainda não sabemos ao certo, não fomos notificados, não sei a extensão, mas nós estamos à disposição e atentos para o que o Tribunal puder contribuir. Nós estamos absolutamente à disposição das autoridades”, disse a presidente.

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