
A Arquidiocese de Cuiabá disse que não tem nenhum vínculo com os sacerdotes que atuam na Capela São Pedro de Alcântara, no bairro Boa Esperança, na Capital. O local é controlado pela Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX), que foi excomungada pelo Papa Leão XIV no início do mês.
“A arquidiocese de Cuiabá reafirma a sua plena e perfeita comunhão com o Papa Leão IV e seu magistério. Ele é o legítimo sucessor de Pedro e vigário de Cristo. Por isso, recomendamos vivamente aos nossos fiéis atitudes de obediência, comunhão e fidelidade às sábias orientações do Santo Padre e seu magistério, e mantenham a unidade com os legítimos pastores da Igreja. As divisões são feridas que se abrem no corpo de Cristo, prejudicando a comunidade eclesial”, disse o padre Deusdedit Monge, administrador arquidiocesano de Cuiabá. No momento, a Arquidiocese não tem um bispo, já que isso depende de decisão do Vaticano. Em maio, o arcebispo Dom Mário foi transferido para a arquidiocese de Aparecida (SP) e um substituto ainda não foi nomeado.
Os padres que atendem na Capela São Pedro não são de Mato Grosso e foram enviados pela fraternidade para darem início à extensão para essa região. “Eles não têm nenhuma ligação com a Arquidiocese de Cuiabá. São padres de fora que atendem nesta capela. Eles não possuem vínculo ou comunhão com a Arquidiocese”, diz em nota enviada ao .
No texto, a Igreja afirma que segue as orientações e determinações do Papa Leão XIV e que o grupo da FSSPX não é representado pela Arquidiocese de Cuiabá.
“A Igreja Católica em Cuiabá e em Mato Grosso é clara em difundir aquilo que já está previsto pelo Papa Leão: não compactuamos. Inclusive, todos os que frequentarem têm ciência de que estão em cisma com a Igreja”, diz o posicionamento.
A reportagem tentou entrar em contato com os religiosos à frente da Capela São Pedro de Alcântara, mas as ligações não eram completadas e as mensagens no WhatsApp não foram respondidas.
Entenda a polêmica
A FSSPX é contra as reformas feitas na doutrina católica a partir do Concílio Vaticano II, quando todos os bispos do mundo se reuniram para discutir as reformas que a Igreja precisava para lidar com as questões contemporâneas.
Entre os pontos contestados estão a abertura para o ecumenismo e a sinodalidade, que é a ideia de que os bispos governam a Igreja com o Papa. Eles também não aderiram à missa nova, optando por continuar com o rito em latim e com o padre de costas para os fiéis.
Eles também têm posicionamentos de oposição às medidas do pontificado do Papa Francisco, como a bênção a casais do mesmo sexo e a discussão sobre a comunhão a pessoas divorciadas.

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