Ministro do STJ será investigado pela PF por suspeita de integrar rede de venda de sentenças

Imagem

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que a Polícia Federal investigue o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é acusado de integrar um esquema de venda de sentenças no âmbito da investigação da Operação Sisamnes, que surgiu a partir da análise de mensagens no aparelho celular do advogado Roberto Zampiri, assassinado em Cuiabá no ano de 2023. A decisão é assinada pelo ministro Cristiano Zanin. Outro ministro do STJ, Paulo Dias de Moura Ribeiro, também é alvo de apuração pelo mesmo esquema.

Conforme a Folha de S. Paulo, relatórios da operação citam também o nome da filha do ministro, a advogada Catarina Buzzi, mas a investigação caminhou no sentido de isentá-la de participação no esquema.

Buzzi está afastado do STJ desde fevereiro, após ser acusado de importunação sexual e assédio contra duas mulheres. Na época, o ministro disse ser inocente e que provaria isso no decorrer do processo.

 

Leia também – Coordenador de campanha de Lula acusa governo e prefeitura de esconderem verbas federais

Este não é o primeiro ministro do STJ afastado do cargo por suspeita de participação no esquema investigado pela Polícia Federal. Em maio deste ano, o ministro Moura Ribeiro também entrou na mira dos investigadores por conta de proximidade com Andreson de Oliveira Gonçalves, lobista de Mato Grosso que também estava vinculado a Zampieri, assim como a esposa de Andreson, a advogada Mirian Ribeiro.

 

Assassinato no Bosque da Saúde
Zampieri foi executado com 12 tiros quando deixava seu escritório após o expediente, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, na noite de 5 de dezembro de 2023.

Ainda no local do crime, a polícia recolheu o aparelho celular do advogado com o aval da família. O intuito era ajudar a esclarecer o homicídio.

Contudo, a partir da análise do material contido no telefone, foi revelado um sofisticado e articulado esquema de vendas de sentenças entre juízes e desembargadores de Mato Grosso e outros estados. Até servidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) foram exonerados por envolvimento na prática criminosa.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*