
O ex-ministro Gilberto Carvalho, coordenador da campanha à reeleição do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), acusou os governadores de Mato Grosso e o prefeito de Cuiabá de serem desonestos por tentarem esconder os investimentos do governo federal na região alterando os nomes dos programas. Recursos do “Minha Casa, Minha Vida” são “camuflados” nos programas “Ser Família Habitação”, do governo estadual, e “Casa Cuiabana”, da prefeitura da Capital.
“Não é honesto, definitivamente não é honesto. Porque primeiro falta-se com a verdade, segundo mostra um oportunismo que não merece qualificação. E isso tem nos custado muito. Nós temos consciência do que nós fizemos pelo Brasil”, disse o ex-ministro ao . nesta sexta-feira (24).
O coordenador afirmou que a prática é similar ao crime de apropriação indébita, que é quando alguém toma para si algo que pertence a outra pessoa e passa a agir como se fosse o verdadeiro dono. Além disso, destacou que essa postura das autoridades locais prejudica a avaliação do presidente da República, já que elas são induzidas a acreditar que as ações são do governo estadual e municipal.
“[O investimento do governo federal] É muito mais do que apareceu, do que aquilo que conseguiu chegar às pessoas. Em parte por causa desse tipo de apropriação indébita, que é feita por governos locais. Tanto que o presidente Lula, se vocês repararem nos últimos três meses, andou muito pelo Brasil e vai continuar andando exatamente para desfazer e mostrar a verdade para o povo, mostrar quem fez o quê”, explicou.
“Comparado o nosso governo com o governo Bolsonaro ou Temer, é uma diferença enorme. Só não é maior por causa desse tipo de camuflagem que muitas vezes se faz e da falta de… Diria que falta honestidade nas pessoas que fazem isso”, acrescentou.
Segundo o ex-ministro, a prática tem se tornado comum por todo o país e o governo tem feito o possível para fazer com que representantes do Executivo federal compareçam aos eventos para deixar claro aos presentes que as obras são financiadas com recursos do governo Lula.
“Infelizmente não é só no Mato Grosso, em muitos lugares ocorreu isso. Se você reparar, nós estávamos com uma taxa de reprovação maior do que de aprovação no governo Lula. Bastou o presidente Lula sair pelo país nos últimos dois meses, inaugurando, mostrando e convidando, estimulando os ministros a irem para os estados para impedir que isso ocorresse para a curva mudar”, concluiu.

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