‘Quem assume é a Vânia’, garante prefeito durante ausência para campanha da esposa

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), confirmou que pretende se licenciar do cargo por 15 dias durante o período eleitoral. O anúncio abre espaço para que a vice-prefeita, Vânia Rosa (MDB), assuma o comando do Palácio Alencastro. A decisão chama a atenção, dado o distanciamento das relações entre os dois nos últimos meses, intensificado por posicionamentos divergentes e pelo cenário eleitoral deste ano. Meses atrás, o bolsonarista garantia que o MDB jamais mandaria na capital.

 

Apesar do clima de estranhamento entre os políticos, o prefeito tratou a transição de forma institucional, minimizando eventuais desgastes e garantindo que o diálogo sobre a transmissão de cargo já foi iniciado. Abílio também explicou que o afastamento é uma medida de prudência para que as decisões diárias da prefeitura não fiquem travadas enquanto ele cumpre agendas políticas e ajuda a impulsionar candidaturas de seu grupo, em especial a de sua esposa, Samantha Iris (PL), no interior do estado.

 

“Eu conversei com a Vânia, inclusive ontem, sobre isso. Eu falei para ela: ‘Vânia, eu pretendo me licenciar. Estou na dúvida se será na primeira quinzena de setembro ou se será na segunda quinzena de setembro’. Essa é a minha dúvida. Por que me licenciar? Eu imagino que seja necessário para que fiquem mais confortáveis as decisões tomadas na gestão, sendo que eu tenho o interesse de rodar algumas cidades do interior”, explicou em coletiva nesta quarta-feira (16).

 

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O chefe do Executivo ressaltou que a rotina administrativa exige sua presença física constante para despachos, o que tornaria viagens longas inviáveis sem prejuízo ao município.

 

“Imagina eu 15 dias fora de Cuiabá, andando no interior de alguma cidade, ajudando a campanha da minha esposa, enquanto há necessidade de assinar processos do orçamento, há necessidade de assinar projetos de lei que são sancionados. Tem uma série de documentos que eu assino. Eu assino muitos documentos todos os dias. […] Por mais que eu fique viajando cinco dias numa semana, cinco em outra, eu acho que isso interfere demais no andamento da gestão”, pontuou.

 

Apesar de a vice-prefeita também estar envolvida no processo eleitoral com sua pré-candidatura à deputada, Abílio assegurou que as diferenças políticas não interferem na linha de sucessão natural e que não cogitou passar o comando para o Legislativo. Ele garantiu ter total segurança na capacidade administrativa de Vânia para conduzir a prefeitura durante sua ausência.

 

“Eu acredito que, se eu for fazer essas viagens, o mais prudente é que ela assuma e dê continuidade ao trabalho que é necessário. […] Não tem problema nenhum”, garantiu.

 

Questionado se o fato de Vânia ser candidata não poderia atrapalhar a própria campanha dela ou gerar novos conflitos, Abílio foi indiferente.

 

“Olha, eu tenho que tomar decisões competentes à minha vida pessoal de quando eu posso conduzir a minha vida pessoal. A decisão dela e como ela vai conduzir é a decisão dela”, rebateu.

 

Mesmo diante de especulações de que a prefeitura poderia ser entregue temporariamente à presidente da Câmara, Paula Calil (PL), para evitar dar palanque à vice-prefeita neste momento de afastamento político, Abílio encerrou os boatos.

“Não tem nada disso, porque [a vice-prefeita] é a Vânia. Então, quem assume é a Vânia”, encerrou.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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