Paula diz que Faissal é vítima de perseguição política após operação da PF

Imagem

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), usou a sessão parlamentar desta terça-feira (09) para sair em defesa do irmão, o deputado estadual Faissal Calil (PL), que foi alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na segunda-feira (08), no âmbito de investigação sobre venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O desembargador Dirceu dos Santos, que já estava afastado por esse mesmo motivo, também recebeu a visita dos policiais em casa.

“Eu tenho a certeza, e confio nas instituições, de que tudo será esclarecido. Nós estamos em um período de pré-campanha, onde os deputados estão buscando sua reeleição, e situações como essas, perseguições políticas como essas, podem sim acontecer. Todo político está suscetível, mas eu confio com muita tranquilidade também que tudo será esclarecido, na inocência do deputado Faissal”, disse Paula da mesa da Presidência.

Paula disse que falava “não como presidente, mas como irmã” e que recebeu a operação com tranquilidade por ter “convicção da inocência do deputado Faissal e de que tudo isso será esclarecido”.

 

Leia também – Conversa entre Faissal Calil e Roberto Zampieri acendeu alerta para possível venda de sentença

Faissal foi alvo da operação, que é desdobramento das investigações sobre um esquema de venda de sentenças e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O deputado chegou a trabalhar, entre 2017 e 2018, como assessor de gabinete do desembargador Dirceu dos Santos.

Também foram encontradas trocas de mensagens entre o deputado e o falecido advogado Roberto Zampieri sobre um processo relativo à reintegração de uma propriedade rural em Cláudia (620 km de Cuiabá). Ao contrário de todas as decisões da primeira instância, Dirceu dos Santos proferiu decisão favorável à mineradora e contra uma associação de trabalhadores.
Na conversa obtida pela PF, Zampieri garantiu a Faissal que a decisão de Dirceu seria exatamente o que tinham combinado antes. É o que consta na decisão do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

As mensagens obtidas no celular de Zampieri desvelaram uma grande rede de venda de decisões judiciais que afastou magistrados e desembargadores em vários estados do país e chegou até o STJ, onde assessores foram acusados de usar da proximidade com ministros para negociar as sentenças.

Dirceu dos Santos está afastado do TJ desde março por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O patrimônio dele é avaliado em mais de R$ 16 milhões, o que seria incompatível com o que ganha na magistratura.

O desembargador também é dono de um apartamento de R$ 1 milhão no bairro Duque de Caxias, região nobre de Cuiabá. Na descrição da relação de bens, o apartamento no edifício Vila Real foi adquirido “por permuta” em conjunto com o deputado estadual Faissal Calil. O deputado, contudo, não informou o imóvel na sua declaração de bens.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*