
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou que “não tem a menor possibilidade” de o Brasil ser invadido pelos Estados Unidos, após o presidente americano, Donald Trump, classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como grupos terroristas. Sob o pretexto de combate ao terrorismo, o estadunidense já ocupou país da América Latina.
“Só se for em um episódio do Chico Anísio. O Brasil é um país continental, não tem a menor possibilidade disso. Agora, podem haver operações dos Estados Unidos contra traficantes e faccionados? Acho que isso pode acabar acontecendo, mas acredito que existem leis internacionais, normas internacionais que regem esse tipo de conduta”, afirmou o gestor nesta sexta-feira (05).
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Abílio aproveitou o momento para alfinetar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que “ele pode até fazer de conta que não sabe” das ações dos EUA.
“O Lula foi informado de que haveria essa taxação antes de o Flávio ter ido para os Estados Unidos, porque havia algumas discordâncias internacionais de negociação. Mas, se você não é um faccionado, se você não é um traficante, não tem por que se preocupar se os Estados Unidos vão entrar aqui ou não”, comentou ao defender o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), que foi aos EUA recentemente.
Quando questionado sobre a sugestão para a substituição do PIX pelo sistema americano Zelle, que possui taxas e não é exatamente instantâneo, parecido com a Transferência Eletrônica Disponível (TED). A possibilidade foi citada pelo pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro. Que depois fez um vídeo negando a indicação.
“Não tem nenhuma alteração no PIX prevista, nenhuma alteração. Trazer outras formas de pagamento não tem problema nenhum, você ter mais de uma forma de pagamento. Agora, você não vai tirar o PIX. Existe hoje já uma intenção no Brasil de ter uma forma de transferência financeira com liberdade econômica. Então, já deve ter no Brasil aplicativos que fazem transferência financeira sem passar pelo Banco Central”, afirma o prefeito.
Ele ainda fala sobre a necessidade do brasileiro buscar essas outras ferramentas que burlem o Banco Central porque “o governo está tentando taxar o PIX de todas as formas”.
“O governo brasileiro está tentando criar rastreabilidade. Se você tiver transferência a mais de 5 mil reais de PIX, você já vai ter que pagar imposto de renda e coisa e tal. Então é natural que as pessoas comecem a procurar ferramentas ou aplicativos para transferência financeira sem passar pelos olhos do governo federal. Agora, se vai ser esse aplicativo, se vai ser algum outro, o que vai ser, eu não sei”, explicou, mencionando alguns sistemas como o Zelle, Alipay, Picpay e outros.
A Receita Federal já se manifestou meses atrás dizendo que imposto sobre o Pix é informação falsa. O rastreio de transferências já é algo feito por todos os bancos.

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