
A suplente de deputada estadual e ex-vereadora por Cuiabá, Edna Sampaio (PT), criticou a imposição por parte do diretório nacional da sigla, em torno da disputa majoritária ao Senado. A petista, que desde o início do ano tenta alçar uma pré-candidatura não consegue espaço para a chapa e enfrenta o projeto pessoal do ex-governador Pedro Taques (PSB) para o cargo.
Em entrevista ao , Edna disse que o diretório estadual deve se reunir neste sábado para encaminhar as decisões para um último encontro antes das convenções partidárias. No entanto, sinaliza que tudo caminha para que fique fora da disputa, já que é sabida uma determinação do PT para selar a dobradinha com o PSB.
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“Eu acho que o PT é um partido que tem a complexidade das decisões centralizadas no âmbito nacional. Mas, a gente tem toda autonomia em nível estadual pra construir as nossas posições e dialogar com o nacional. O que está faltando é a gente ter mais condições, no nível estadual, de fazer as discussões políticas. Sobre o que seria a melhor estratégia para o nosso partido e o nosso campo progressista aqui no estado de Mato Grosso”, explica.
Mesmo tecendo críticas públicas, Edna garante que o problema não está relacionado ao seu projeto de disputar uma vaga ao Senado, mas à ausência de uma candidatura majoritária petista no Estado. A ex-vereadora argumenta que a legenda vem abrindo mão de protagonismo eleitoral desde 2018, o que, em sua avaliação, enfraquece o debate de pautas defendidas pela esquerda em Mato Grosso.
“Minha inviabilização não é pessoal. Eu acho que a inviabilização é do próprio partido quando ele não se dispõe a fazer o debate majoritário das propostas e dos projetos que estão em disputa na sociedade. O PT não pode se esconder em uma disputa eleitoral tão importante como essa e não ter uma voz que possa vocalizar o projeto do partido. Eu não estou defendendo o meu nome. Estou defendendo que o PT tenha uma candidatura e participe do debate”, disse.
Questionada sobre a possibilidade de integrar uma chapa como suplente, Edna descartou a hipótese. “Se fizer parte da composição, eu não farei parte de uma suplência. Isso aí para mim é totalmente descartado”, declarou.
Apesar das críticas à condução do processo interno, a ex-vereadora garantiu que não pretende deixar a legenda. Ela classificou o PT como a principal construção política da classe trabalhadora brasileira e afirmou que sua insatisfação está direcionada à forma como o partido vem atuando em Mato Grosso.
“Eu dificilmente saio do PT. Tenho muito orgulho de ser petista. Minha crítica não é ao partido, mas à interdição da vocação do PT aqui no Estado, que é disputar eleições, apresentar projetos e formar lideranças ligadas à luta da classe trabalhadora”, concluiu.
Edna afirmou ainda que seu futuro político para as eleições de 2026 segue indefinido e dependerá das discussões que serão realizadas nos próximos encontros partidários. Segundo ela, a decisão será construída em conjunto com aliados e apoiadores nos próximos dias.

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