
A deputada federal Érika Hilton (Psol-SP) divulgou uma lista em que os senadores Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União), de Mato Grosso, e mais 38 parlamentares do país, defendem uma PEC alternativa à que foi aprovada pela Câmara Federal, colocando fim à escala de trabalho 6×1 e implementando a escala 5×2 – 5 dias de trabalho e dois de folga.
Segundo ela, a PEC que deixa livre as horas trabalhadas para que o trabalhador e o patrão ‘negociem’, mesmo não estando em igualdade de negociação, já que o empresário tem mais poder de barganha, seria uma espécie de 7×0, já que poderia fazer com que o trabalho não tenha nenhum dia de descanso para ganhar mais.
“O senador Flávio Bolsonaro e seus aliados apresentaram uma PEC no Senado que acaba com a CLT e cria a escala 7×0 (PEC 12/2026). A PEC já recebeu 40 assinaturas, está na Comissão de Constituição e Justiça e pode ser aprovada nessa semana. Veja os senadores que assinaram a PEC da 7×0 e precisam ser pressionados para retirarem suas assinaturas e aprovarem a nossa PEC pelo fim da 6×1”, diz a postagem, que logo em seguida traz a lista dos senadores que assinaram.
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Tanto Jayme Campos quanto Wellington são pré-candidatos ao governo do Estado em Mato Grosso. Jayme Campos alega que a PEC busca garantir que o trabalhador tenha o direito de escolher a carga horária, ‘e dá um equilíbrio na relação entre patrão e empregado’, disse. Jayme.
Conhecida como PEC do Horário Flexível, a proposta foca na intermediação entre chefe e funcionário, diferente da PEC do fim da escala, cujo principal ponto é a redução da jornada para até 40 horas e dois dias de descanso semanais. Já Fagundes reforçou que a PEC do Horário Flexível amplia os direitos, ao mesmo tempo em que respeita a realidade dos setores da economia. Esse, inclusive, vinha sendo um dos pontos de maior crítica por parte da oposição com relação a PEC do fim da escala 6×1.
“A PEC assegura ao empregado a escolha entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou uma jornada flexível baseada em horas trabalhadas. Essa flexibilidade permite que o trabalhador decida o modelo de jornada que melhor atenda às suas necessidades, conciliando sua vida pessoal com seu trabalho, e possibilita que ele adapte sua rotina às demandas e oportunidades do mercado de trabalho”, diz parte do requerimento assinado pelos senadores.
Carlos Fávaro é o único senador mato-grossense a favor do fim da escala 6×1. Para ele o fim da escala 6×1 trará mais dignidade, saúde e qualidade de vida aos trabalhadores.
“O Brasil precisa crescer, gerar emprego e fortalecer a sua economia, mas esse desenvolvimento também precisa chegar na vida real das pessoas. Produtividade não significa exaustão”, escreveu em suas redes sociais.
A proposta de oposição liderada pelo PL vai contra o que a bancada do próprio partido fez, ao votar favoravelmente a PEC do fim da escala 6×1 com medo de desgaste político e eleitoral.

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