
A ex-senadora Margareth Buzetti (PP) avalia que Flávio Bolsonaro (PL) terá que trabalhar muito para recuperar a confiança de seu eleitorado. A empresária bolsonarista destaca que a descoberta da ligação do filho do ex-presidente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro prejudicou muito sua imagem e projeto de campanha à presidência. Na mensagem, o pré-candidato pedia dinheiro ao empresário preso para pagar o filme do pai, Dark Horse, ainda sem data de estreia.
“O Flávio vai ter que se esforçar bastante para voltar à confiança nele pelo povo brasileiro. Porque, quando ele esconde da campanha dele e dos eleitores dele que ele esteve com o Vorcaro, que ele tinha relacionamento, ele mentiu uma hora antes. Ele mentiu, gente. Então, assim, ele vai ter que se esforçar para me convencer novamente”, declarou em coletiva nesta quarta-feira (28).
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Ainda enquanto falava da família Bolsonaro, a empresária foi indagada sobre a mansão em que Eduardo Bolsonaro (PL) mora nos Estados Unidos, após ter seu mandato cassado por faltas no Congresso. Além de perder o mandato, ele também foi desligado de seu cargo na Polícia Federal.
“Não vi (a mansão), mas que bom, né? Que maravilha” e acrescentou que não sabe se esse luxo estaria sendo pago por Vorcaro. “Mas eu não fui, né? Eu não fui, tenho certeza. Eu respondo por mim, graças a Deus, e às vezes eu posso até fazer coisa errada, mas sem saber que estou fazendo. Porque nessa legislação horrorosa que a gente tem, isso é possível de acontecer”, disparou.
Entenda o caso
O site Intercept Brasil revelou troca de mensagens em 2025, entre Flávio e Vorcaro, em que ele cobra o ex-banqueiro. Segundo a reportagem, publicada em 13 de maio, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme sobre a vida do ex-presidente. Nas mensagens, é possível observar uma relação de amizade entre Flávio e Vorcaro ao chamar o dono do Master de “irmão”.
“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.
As mensagens surgiram dois meses depois de o próprio Flávio Bolsonaro ter afirmado que nunca teve contato com o ex-banqueiro. Antes da divulgação da matéria, ele chegou a classificar o questionamento do pedido de dinheiro de “mentira” durante uma conversa com a imprensa. Depois da publicação da reportagem, ele admitiu as conversas e que era a favor da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso Master e os áudios.

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