
O vereador Dilemário Alencar (União) presidiu na segunda-feira (25) a primeira sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cuiabanco, proposta por ele mesmo no início do mês de maio. A CPI tem o objetivo de investigar a aplicação de R$ 25 milhões e os critérios de concessão de crédito do programa, criado na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro.
Na sessão, o presidente, em conjunto com a vice Baixinha Giraldelli (Solidariedade) e o relator Coronel Dias (Cidadania), solicitou a presença do secretário Fellipe Corrêa, da Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (SMATED), para ser ouvido no início de junho.
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“A suspeita é relacionada à forma como foram feitos alguns empréstimos. Nós estamos querendo levantar se esses empréstimos estão sendo pagos, se foram feitos efetivamente para as pessoas de baixa renda”, informou Dilemário quando propôs a criação da CPI.
Ainda, na justificativa do processo, Dilemário evidenciou que a prefeitura teria assumido o pagamento integral dos juros para empréstimos até R$ 5 mil. Com dados que alegavam uma taxa de adimplência de 99%, com apenas um caso de calote em 220, sendo essa uma estatística que “destoa da realidade”.
“O que levanta a necessidade de auditar a veracidade desses números e se a prefeitura não estaria, na prática, assumindo a dívida principal dos inadimplentes na qualidade de fiadora oculta. Ademais, declarações recentes do atual Chefe do Executivo apontam que o “Cuiabanco não corresponde àquilo que a população cuiabana deseja”, colocando a instituição sob suspeita de ineficiência ou desvio de finalidade”, afirmou no documento.
O pedido de instauração foi formalizado sob o Processo Legislativo Eletrônico n.º 5723/2026 e o Requerimento n.º 1/2026 na Câmara Municipal de Cuiabá. É possível acompanhar a tramitação, pautas de reuniões e os documentos oficiais diretamente no site da Câmara Municipal de Cuiabá.
Programa
O Cuiabanco integra o projeto Pra Frente Cuiabá e oferece financiamentos que variam entre R$1.500 a R$25.000. Valores até R$ 5.000 entram no programa Juros Zero, que isenta o cliente de pagar acréscimos.

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