Por que os fios capilares afinam e o que realmente ajuda a recuperar a densidade

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Mudanças na estrutura do cabelo podem ser os primeiros sinais da chegada da menopausa. Estudos mostram que até 40% das mulheres apresentam afinamento difuso dos fios após os 50 anos, especialmente na região do topo da cabeça.

 

Às vezes, é a quantidade de fios no ralo do chuveiro que aumenta. Em outras, o rabo de cavalo parece mais fino ou a risca do cabelo começa a ficar mais aparente.

 

A principal explicação está na queda dos níveis de estrogênio, hormônio que ajuda a manter o cabelo por mais tempo na fase de crescimento.

 

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Com a menopausa, esse equilíbrio hormonal muda. Os fios passam a nascer mais finos, crescem menos e permanecem menos tempo no couro cabeludo antes da queda. O resultado costuma aparecer em forma de perda de volume, densidade e elasticidade.

 

“Durante a perimenopausa e a menopausa, o cabelo se torna muito mais fino. Ele perde densidade, você literalmente tem menos cabelo, a queda é mais evidente ao redor da linha frontal e na região do topo”, explica João Gabriel Fernandes, tricologista e fundador da Anagrow.

 

Impacto de maus hábitos na perda de volume capilar
Mas os hormônios não são os únicos responsáveis. Estresse, alimentação, qualidade do sono, predisposição genética e hábitos acumulados ao longo dos anos também influenciam diretamente na saúde capilar.

 

O excesso de calor, químicas frequentes e até deficiências nutricionais especialmente de ferro, vitamina D, zinco e biotina podem intensificar o afinamento dos fios.

 

“O afinamento não acontece por um único motivo é um processo multifatorial”, afirma João Gabriel Fernandes. “Existe uma combinação de alterações hormonais, redução da atividade celular e mudanças no ambiente do couro cabeludo. O fio que nasce já vem diferente: mais fino, mais curto e com menor capacidade de se manter em crescimento”, complementa.

 

A boa notícia é que o quadro pode responder bem ao tratamento, principalmente quando identificado nos estágios iniciais.

 

Em vez de apostar apenas em produtos para comprimento e pontas, especialistas defendem uma abordagem mais ampla, que inclui investigação hormonal e nutricional, cuidados com o couro cabeludo e estímulo do metabolismo dos folículos.

Nesse contexto, hábitos básicos ganham mais importância: alimentação equilibrada, sono de qualidade, controle do estresse e uma rotina consistente de cuidados deixam de ser coadjuvantes e passam a ter papel central na saúde dos fios.

 

Tratamentos promissores
Alguns tratamentos também vêm mostrando resultados promissores. A laserterapia de baixa potência, por exemplo, já aparece em estudos clínicos como aliada no estímulo ao crescimento capilar.

 

A suplementação com ômega-3 também tem sido associada à redução da queda e melhora da espessura dos fios em alguns estudos recentes.

 

Até medidas simples, como a massagem diária no couro cabeludo, podem ajudar na circulação local e contribuir para fios mais fortes ao longo dos meses.

 

“O principal erro é tratar apenas o fio, e não o sistema que o produz”, alerta o tricologista. “O foco não deve ser só evitar a queda, mas sustentar a qualidade do folículo ao longo do tempo. Isso passa por melhorar o metabolismo celular, reduzir inflamações e garantir que o couro cabeludo esteja em equilíbrio.”

 

Outro ponto importante: a menopausa não representa necessariamente uma perda capilar definitiva. Com a estabilização hormonal, muitas mulheres percebem melhora gradual na densidade e na textura dos fios.

 

Enquanto isso, pequenos ajustes ajudam a lidar melhor com a fase cortes que criam sensação de volume, franjas estratégicas e produtos que devolvem brilho e elasticidade podem transformar a aparência do cabelo no dia a dia.

 

“Essa fase da vida não é sobre consertar o cabelo; é sobre entender o cabelo e o couro cabeludo e fazer pequenos ajustes para apoiar a mudança”, resume João Gabriel Fernandes.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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