CPI apura destinação de R$ 190 mi para o Albert Einstein com hospital fechado

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) obteve apoio para aumentar o período de abrangência das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e cobra explicações da Secretaria de Estado de Saúde (SES) sobre a destinação de recursos ao grupo Albert Einstein, que gerencia o Hospital Central de Mato Grosso. Os requerimentos foram feitos em audiência da CPI realizada na quarta-feira (13). Na oportunidade, auditores detalharam levantamentos de contratos feitos entre 2019 e 2022.  

 

“Os auditores confirmaram que os relatórios apontaram diversas irregularidades, principalmente relacionadas aos pagamentos indenizatórios realizados de forma excessiva. A CPI vai continuar aprofundando as investigações e encaminhar recomendações aos órgãos competentes”, afirmou o deputado.

 

Após a reunião, Wilson Santos afirmou ter recebido novas denúncias e que recentemente o deputado Dejamir Soares (PSDB) subiu à tribuna para revelar que o governo do Estado teria repassado R$ 190 milhões ao grupo Albert Einstein entre maio e dezembro de 2025. O período é anterior à inauguração do Hospital Central. 

 

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Ainda, o deputado afirmou já possuir as assinaturas necessárias para aumentar o escopo da CPI de 2018 até 31 de dezembro de 2025, apesar das recomendações da Controladoria Geral do Estado (CGE).

 

“Não é possível que o Estado pague R$ 190 milhões ao grupo Einstein sem lógica. Eu acredito que há uma explicação. Para nós, que somos leigos na área, parece um absurdo. Hospital fechado; ele só começou a funcionar em 19 de janeiro, de maneira parcial. Como é que você recebe quase R$ 200 milhões?”, indagou em coletiva.

 

CPI da Saúde

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), afirmou que a investigação é importante e que não irá interferir, além de promover condições e estrutura necessária para a execução.

 

“Se houve serviço, se houve pagamento sem prestação de serviço, isso é ruim. Tem que ser feita a investigação e acho que a CPI pode, por meio dos instrumentos legítimos de investigação, de requerimento, de convocação, esclarecer para toda a nossa população”, explicou o presidente do legislativo.

 

A Comissão Parlamentar da Saúde da ALMT foi instalada em março deste ano com a expectativa de investigar supostas irregularidades em contratos, licitações e pagamentos indenizatórios realizados pela SES entre 2019 e 2023.

 

O foco inicial foram os contratos da pandemia da covid-19 e o alto volume de pagamentos indenizatórios. Ainda em março, a comissão aprovou a convocação de quatro técnicos da CGE para prestar depoimentos.

 

Foi relatado que mais de R$ 600 milhões foram pagos via indenizações, argumentando urgência na pandemia. A CPI, então, aprofundou as investigações com oitivas de auditores da CGE sobre a Operação Espelho, que apura fraudes na contratação de serviços médicos.

 

A comissão iniciou a convocação de representantes de órgãos de fiscalização e servidores da SES. Atualmente, conta-se com um prazo de 180 dias desde o início das investigações para a conclusão da operação.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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