Advogado e promotor voltam a discutir; ‘lave a boca para falar de mim’

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O advogado Claudio Dalledone e o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins voltaram a discutir durante o julgamento do policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz.

A discussão começou quando o promotor de Justiça fez menção ao caso em que o delegado Bruno França foi atingido por disparos de arma de fogo, nesta quinta-feira (14). O advogado de defesa interrompeu de pronto e questionou a postura do promotor, chamando ele de “fiscal da lei” de forma irônica.

“Eu sou o fiscal da lei e o senhor é o cavador de nulidades”, respondeu o promotor.

“E o senhor é um homem desrespeitoso, falta com a verdade. Um boquirroto. Lave a boca para falar de mim. Cavador de nulidades é o senhor, é vossa excelência”, disparou o advogado de defesa de imediato.

O promotor, com uma calma planejada, alertou o advogado que o seu comportamento poderia causar má impressão nos jurados que definirão se o réu é culpado ou inocente.

“Eu não estou aqui para ser avaliado por vossa excelência. Vossa excelência não está aqui para me avaliar. A sua validação para mim e nada é a mesma coisa”, afirmou Claudio Dalledone.

 

Simulação no tribunal
Antes da confusão, o advogado de defesa pediu que o seu cliente simulasse a briga no momento do crime. Mário Wilson se posicionou de quatro no chão para mostrar como foi a situação. O promotor agiu de forma irônica.

“Você é muito vulgar. Não respeita nada e nem ninguém”, disse o advogado.

“Quem está de quatro é o seu cliente”, respondeu o representante do MP.

 

O réu fala aos jurados

Após a pausa para o almoço, o policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves passou a prestar depoimento no júri popular, que já se encontra no terceiro dia, que apura a morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, ocorrida em abril de 2023, em uma conveniência na Praça do Choppão, em Cuiabá. 

 

Durante o interrogatório, o réu afirmou que atirou contra a vítima porque, segundo ele, não teria tido outra alternativa durante a luta corporal travada dentro do estabelecimento.

 

A defesa sustenta a tese de legítima defesa e afirma que Mário teria se sentido ameaçado durante a confusão envolvendo a arma da vítima. O julgamento segue no Tribunal do Júri de Cuiabá.

 

Terceiro dia

Nesta quarta-feira (13), foram ouvidos o delegado da Polícia Civil José Ricardo Garcia Bruno, além de três testemunhas arroladas pela defesa: Guilherme Bertoldi, André Monteiro e Guilherme Facinelli, todos delegados de polícia.

 

Já na terça-feira (12), prestaram depoimento a ex-convivente da vítima, Walkíria Filipaldi Corrêa; o delegado plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia da ocorrência, André Eduardo Ribeiro; além de Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva e Walfredo Raimundo Adorno Mourão Júnior, que estavam presentes no momento do crime.

 

O Ministério Público solicitou a oitiva de uma nova testemunha, que foi intimada e deve ser ouvida nesta quinta-feira. Também pode ser ouvido ainda hoje o réu, antes de o rito processual seguir para a fase de debates entre acusação e defesa.

  

A audiência é conduzida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 4ª Vara Criminal da Capital.

 

A acusação é feita pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, com assistência do advogado Rodrigo Pouso. A defesa do réu é representada pelos advogados Cláudio Dalledone e Renan Canto.

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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