
Do sonho de Tatiana Queiroz, uma mãe de uma criança deficiente e autista, nasceu a Associação de Apoio às Mães e Pessoas Especiais (AAMPE), entidade que oferece suporte e acolhimento para pessoas atípicas e seus familiares, especialmente as mães, que são quem mais se engajam no movimento.
Criada em junho de 2023, a entidade propõe resgatar a dignidade das famílias, viabilizando atendimentos médicos, fisioterapia, psicologia e odontologia às pessoas atendidas.
“Ser mãe de uma criança com deficiência e autista não é só amor, embora o amor seja imenso. É também luta diária, desgaste emocional, físico e financeiro. É enfrentar filas, falta de atendimento, ausência de suporte e, muitas vezes, solidão”, relata Tatiana.
Ao todo, já foram atendidas mais de 200 famílias em Cuiabá e Várzea Grande. A demanda é constante, mas o projeto não consegue atender a todas as famílias que buscam suporte.
Tatiana destaca que foi a partir da sua própria experiência com o filho que ela percebeu que existiu uma dificuldade comum com as mulheres que compartilhavam a mesma realidade. Pedro Henrique, de 21 anos, é autista e tetraplégico.
“Existem muitas outras mães vivendo a mesma dor, as mesmas dificuldades, o mesmo abandono. E foi aí que nasceu tudo. Não foi por política, nem por interesse pessoal. Foi por necessidade. Foi por amor ao meu filho. Foi pela urgência de criar uma rede de apoio, para mim e para outras famílias que também estavam sem direção”, contou.
Daniely Siqueira, uma das mães auxiliadas pela associação, contou que conheceu a iniciativa por meio da internet. Ela conta que precisou deixar de trabalhar para cuidar da filha Leona, de 5 anos, que tem má formação cerebral e toxoplasmose.
Com baixa renda, ela conta que recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Governo Federal, mas que mesmo assim, enfrenta dificuldades para conseguir arcar com as despesas da casa. A associação ajuda fornecendo cestas básicas, leite e verduras para.
“Para nós que recebemos apenas o BPC esse tipo de ajuda é muito boa, porque desafoga um pouco as contas. E tem algumas mães que nem recebem o BPC, infelizmente”, relatou à reportagem.
Saiba como ajudar
Apesar da boa vontade, a entidade se sustenta principalmente por meio de doações. Hoje, a associação precisa principalmente de apoio para a organização contábil e da documentação relativa ao registro de pessoa jurídica.
É possível entrar em contato com a associação por meio do WhatsApp (65) 99242-0152 ou pela página no Instagram, @ aampe.ong. Doações podem ser feitas pela chave PIX 51.106.984.0001-20 (CNPJ).

Faça um comentário