
O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense conta, desde o mês passado, com uma estação hidrometeorológica. Idealizada pela Ecologia e Ação (ECOA), Organização Não Governamental (ONG), a unidade registra em tempo real dados climáticos e fluviais essenciais para a gestão do parque.
Em funcionamento desde o dia 24 de abril, a estação está localizada na região onde ocorre a junção dos rios Paraguai e Cuiabá-São Lourenço, divisa de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, um ponto estratégico para coleta dos dados.
Na unidade são feitos dois tipos de monitoramento: o climático e o hidrológico. O primeiro registra temperatura, umidade, pluviosidade, pressão atmosférica, velocidade e direção do vento. Já o segundo monitora o nível do Rio Cuiabá-São Lourenço, acompanhando as variações do pulso de inundação, períodos de cheia, vazante, seca e enchente.
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Os dados são automatizados e ficam disponíveis em tempo real para a gestão do parque via tablet, diferente de como ocorria anteriormente, em que eram necessárias estações externas, sem cobertura específica, para a região da sede do parque.
A inauguração ocorre em um contexto de alerta climático que tem acontecido na região do Pantanal. Com as elevações da temperatura e maior incidência de ondas de calor, o risco de queimadas aumenta. Nesse cenário, a instalação de uma estação hidrometeorológica no parque representa um avanço estratégico, pois o equipamento permite correlacionar variáveis climáticas e hidrológicas com a ocorrência de incêndios e fornecer informações em tempo real essenciais para combater mais rapidamente as queimadas.
A estação é o resultado de uma relação construída ao longo de anos entre as partes com o Parque Nacional. Ao longo desse tempo, a Ecoa por exemplo, já atuou na formação de diversas ações, como brigadas comunitárias voluntárias na região da Serra do Amolar, em ações de educação ambiental, processos de diálogo sobre o plano de manejo da UC e nas negociações que reconheceram os direitos da Comunidade Tradicional da Barra do São Lourenço.

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