
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a Operação Continuum e tem 8 faccionados como alvos de uma investigação por envolvimento com tráfico de drogas, extorsão de comerciantes e exploração de jogos de azar no bairro Bom Pastor, em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá). Ao todo, foram cumpridas 19 ordens judiciais no município.
As ordens incluem ainda 11 mandados de busca expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá. As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
A investigação é desdobramento da Operação Impetus, deflagrada em maio de 2025, quando foram cumpridas 38 ordens judiciais contra uma facção criminosa que atuava no bairro Jardim Tropical.
A partir do material apreendido naquela ocasião, os policiais identificaram novos suspeitos ligados ao grupo criminoso que atuava no Bom Pastor.
Segundo a polícia, os investigados tinham funções definidas dentro da facção. Um dos presos era responsável pela distribuição e recolhimento do dinheiro do tráfico, enquanto outros atuavam diretamente na entrega de entorpecentes aos usuários.
As apurações também apontaram que o grupo exercia forte influência sobre comerciantes da região, cobrando valores de estabelecimentos locais.
A delegada Anna Paula Marien afirmou que o esquema demonstrava uma tentativa de domínio territorial por parte da organização criminosa.
“Quando uma facção criminosa passa a cobrar valores de comerciantes locais, não estamos diante apenas de uma extorsão isolada. Estamos diante de uma tentativa clara de substituição do Estado, de imposição de poder paralelo e de domínio territorial por meio do medo”, declarou.
Além do tráfico e da extorsão, a investigação revelou a participação da facção na exploração de jogos de azar. De acordo com a Derf, os criminosos controlavam a distribuição de máquinas caça-níqueis e o gerenciamento dos valores arrecadados com a atividade ilegal.
Durante a análise do material apreendido, os policiais encontraram planilhas, cadastros e relatórios internos relacionados ao esquema, indicando que os jogos de azar integravam a estrutura financeira da organização criminosa na região.

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