
Imagens de conversas obtidas pelo mostram troca de mensagens entre estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para “ranquear” as universitárias mais “estupráveis”. O foco dos suspeitos eram calouras dos cursos de Direito, Engenharia e Ciências da Computação.
A lista passou a circular na última semana e, nesta quarta-feira (6), o suposto autor da relação, estudante de Direito, foi suspenso. A investigação continua para identificar mais envolvidos.
Em uma das mensagens o suspeito diz: “na minha sala tem uma com piercing na boca. Vou molestar”, ao que é respondido com risos pelo interlocutor. Mais adiante, o principal acusado convida: “bora depois fazer ranking de alunas mais estupráveis dos nossos cursos”. O convite é respondido com mais risadas e a confirmação: “bora fim de semana”.
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O incentivo à violência sexual gerou pânico e revolta entre a comunidade academia, que fez protesto no campus. Cartazes com dizeres “silêncio protege estuprados”, “misoginia também é violência” e “estudantes contra a misoginia” foram espalhados pelos blocos dos cursos.
Após a situação alarmante vir à tona, uma audiência foi realizada para posterior apuração das denúncias.
Entre terça e quarta-feira (5 e 6), o Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril (CADI), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) manifestaram repúdio pela conduta dos universitários. Diante da cobrança de responsabilização, o suspeito foi suspenso.

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