
Após matar a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, 64, o feminicida Jackson Pinto da Silva contratou uma empresa especializada em abertura de fossas para cavar um buraco no quintal de casa, em Cuiabá. O crime, que chocou a capital, foi registrado nesta terça-feira (5), no bairro Parque Cuiabá, e o corpo da vítima localizado.
Com a justificativa de que faria uma obra para instalação de manilhas, Jackson utilizou o serviço para abrir a cova onde escondeu o corpo da esposa, enterrado a cerca de dois metros de profundidade.
Em um áudio obtido pela reportagem do , é possível perceber a tranquilidade do suspeito ao solicitar o serviço, ao mesmo tempo em que demonstra pressa para a execução.
“Não é bem uma fossa, mas é mais ou menos. É pra cavar pra botar uma manilha. Você tá disponível pra vir aqui agora, no Parque Cuiabá?”, diz em um trecho da conversa.
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A frase que mais chama atenção, no entanto, evidencia a tentativa de agilizar o serviço: “é só cavar o buraco e deixar no jeito, porque cavar na mão não dá”.
Relembre
De acordo com as investigações, Nilza foi assassinada na segunda-feira (4), por estrangulamento com abraçadeiras de nylon, conhecidas como “enforca-gato”. Após o crime, o suspeito tentou despistar as autoridades ao registrar o desaparecimento da vítima e alegar que estava sendo extorquido por supostos sequestradores.
A farsa, no entanto, foi desmontada durante o depoimento conduzido pela delegada Eliane Moraes. Ao identificar contradições no relato, pressionou o suspeito, que acabou confessando o feminicídio e indicando o local onde o corpo estava enterrado.
Segundo a Polícia Civil, vítima e autor mantinham um relacionamento há cerca de 11 anos. Questionado sobre a motivação do crime, ele declarou à polícia que “perdeu a cabeça” durante discussão com a esposa.
O caso segue em investigação.

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