Memória de Ayrton Senna é preservada em coleção de cuiabano

Imagem

Ayrton Senna da Silva atravessou as pistas como uma das maiores personalidades do esporte mundial. Tricampeão de Fórmula 1, símbolo de velocidade, disciplina e emoção, o piloto brasileiro deixou marcas que ainda ultrapassam gerações. Em Cuiabá, parte dessa memória segue preservada no acervo do colecionador Paulo César Serante, que reúne peças raras ligadas ao ídolo nacional e outros objetos que contam fragmentos da história do Brasil e do mundo.

Entre os itens dedicados a Senna, Paulo guarda selos, cartões telefônicos, miniaturas de carros, réplica de capacete, CDs, livros, fotografias emolduradas, o modelo de boné eternizado pelo piloto e até uma camiseta atribuída à última corrida de Ayrton Senna. A morte do piloto completou 32 anos nesta sexta-feira (1). 

 

Diante de uma das peças mais simbólicas da coleção, ele resume o cuidado quase reverencial com o material: “Esse boné nunca tive coragem de por na cabeça…”, revelou.

  Mel Rodrigues

 

A relação de Paulo com o colecionismo começou ainda na infância. Nascido em Tupã, no interior de São Paulo, em 13 de abril de 1968, ele construiu carreira em áreas administrativas, comerciais e de serviços, passando por empresas em São Paulo e em Cuiabá. Hoje aposentado por tempo de contribuição, mantém vivo um hobby que o acompanha há décadas e que já foi apresentado em exposições públicas, entrevistas e eventos ligados à filatelia e à numismática.

 

Leia mais – Capitão consegue 8ª licença médica mesmo com decisão para expulsão

“Coleciono desde os 12 anos, quando me apaixonei pelos selos, desde então não parei mais e hoje conto com um grande acervo, alguns artefatos eram meus mesmo, como o boneco do Zé Carioca que soma 60 anos de idade, mais velho que eu, pertencia ao meu irmão, selos e celulares, alguns pertenceram a membros da minha família, como esses dois do meu pai, meu hobby é colecionar. Embora o Ayrton Senna tenha vindo como uma das minhas maiores predileções, porque eu podia ir todos os domingos assisti-lo e fez então parte da minha vida, se tornando uma grande paixão.” Mel Rodrigues

 

Mas a coleção de Paulo vai muito além do automobilismo. O acervo reúne moedas, selos de diferentes países, todas as cédulas que já circularam no Brasil, telefones antigos, televisores, máquinas de escrever, DVDs, videocassete, diversos cartões de telefone, inclusive uma pasta dedicada somente aos de Mato Grosso, além de diversos outros itens históricos. São objetos que, juntos, formam uma espécie de museu particular sobre memória, afeto e transformação social.

Ao longo dos anos, Paulo participou de exposições em espaços como a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, universidades, shoppings e eventos culturais. Também presidiu o Clube Filatélico, Numismático e Afins de Cuiabá e integra entidades ligadas ao colecionismo no Brasil. Em cada mostra, o objetivo se repete: preservar lembranças, aproximar o público da história e mostrar que pequenos objetos também carregam grandes narrativas.

 

Ao ser questionado pelo da possibilidade de abertura de um museu com todos os itens que o colecionador possui, ele garante que gostaria muito, mas ainda não conseguiu concretizar esse sonho. “Se eu conseguisse um espaço seria incrível, são mais de 20 coleções de selos, aparelhos eletrônicos que atravessaram o tempo, cédulas de todos os tipos, seria um ganho para Mato Grosso”, revelou. Para conhecer o acervo do Paulo, basta entrar em contato: (65) 9223-9170. Mel Rodrigues

 

Ayrton Senna
Ayrton Senna nasceu em São Paulo, em 21 de março de 1960, e morreu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, após acidente no circuito de Ímola, na Itália, durante o Grande Prêmio de San Marino. Antes da tragédia, tornou-se tricampeão mundial de Fórmula 1, com títulos em 1988, 1990 e 1991. Passou por equipes como Toleman, Lotus, McLaren e Williams, disputou 161 Grandes Prêmios, conquistou 41 vitórias e 80 pódios. Seu legado também seguiu fora das pistas, especialmente por meio do Instituto Ayrton Senna, criado por sua irmã, Viviane Senna, para atuar na área da educação.

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*