Superar para viver

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Um dos grandes desafios deste século, sem dúvida, são os conflitos nos relacionamentos. Nunca se viu tanta gente se ferindo por tão pouco. Pequenas divergências ganham proporções gigantescas, impulsionadas por uma rotina acelerada e pela obsessão em “ter”, como se a vida pudesse ser medida apenas pelo que se acumula. Vivemos a era do imediatismo.

 

Descartam-se as conquistas de ontem e cultiva-se uma insatisfação constante com o amanhã — um amanhã que ainda nem chegou, mas já nasce contaminado pela ansiedade. O mais curioso — e também preocupante — é que, mesmo depois de superarem grandes crises, muitas pessoas continuam carregando mágoas. Revivem dores antigas como se fossem necessárias à própria existência. Mas não são.

 

Perdoar não é apenas um gesto de bondade; é um ato de libertação. Reatar um relacionamento é mais do que reconstruir laços: é curar traumas, aliviar o coração e retirar dos ombros o peso do desamor. Quando há reconhecimento de erros e o perdão é verdadeiro e recíproco, algo maior acontece — uma espécie de bênção silenciosa que restaura aquilo que parecia perdido.

 

Ainda assim, muitos preferem lamentar o que perderam, por menor que seja, em vez de agradecer o bem que receberam. Esquecem que a vida é feita de etapas, de crescimento material e evolução espiritual. E, acima de tudo, esquecem que fomos feitos para ser felizes — afinal, somos frutos do amor. Refletir é purificar a alma.

 

E viver bem um relacionamento é saber celebrar: rir alto, compartilhar momentos, ampliar laços, agradecer conquistas. É permitir-se ser leve, mesmo depois das tempestades. Porque, no fim das contas, a felicidade não é um acaso. Ela é consequência direta das escolhas que fazemos ao longo da vida.  

 

*Wilson Carlos Fuah Escritor, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômica  Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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