
Entregadores e motoristas de aplicativo realizaram uma passeata na manhã desta segunda-feira (14), às 9h, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, em protesto contra o Projeto de Lei Complementar 152/2026. A mobilização reuniu trabalhadores que contestam a proposta e defendem outro caminho para a categoria, com reivindicações como taxa mínima de R$ 10, pagamento de R$ 2,50 por quilômetro adicional, transparência algorítmica, seguro efetivo e pontos de apoio.
Com faixas e motos em ação, os manifestantes criticaram o que consideram uma tentativa de ampliar a precarização do trabalho por aplicativos. O ato também buscou fortalecer a mobilização nacional e ampliar a repercussão do debate nas redes sociais e em Brasília.
Entre os participantes estava Marco Antônio de Moraes, 62, que atua como entregador. Ele afirmou que a categoria não aceita qualquer medida que imponha novos custos ou descontos aos trabalhadores, sem que haja contrapartida das plataformas.
“Hoje nós estamos protestando contra o PLP 152, onde eles estão querendo taxar a nossa classe. Isso a gente não aceita, porque nós não recebemos nada de ninguém, ninguém paga nossa gasolina, nossa internet, o desgaste da nossa moto, por isso nós estamos lutando, porque não queremos ser taxados!”
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Outro manifestante foi Roberto Lima, 39, motorista de aplicativo e apontado como uma das vozes do movimento nos vídeos que devem circular nas redes sociais com o objetivo de levar a reivindicação até Brasília. Para ele, a proposta em discussão enfraquece a autonomia dos profissionais e mantém o poder das plataformas sobre a categoria.
“Os deputados estão fazendo uma desclassificação com a nossa categoria, o aplicativo vai ter o mesmo poder de sempre, eles não estão ajudando trabalhador, estão querendo uma maneira de taxar a gente, uma forma de aprisionar o nosso trabalho. Nós como profissional liberal temos que lutar pelos nossos direitos, e essa PLP está escravizando e retirando também pessoas que poderiam estar aptos a trabalhar, excluindo. Nós queremos somente trabalhar livremente, fazer com que tenhamos essa autonomia que tanto falam. As plataformas de aplicativo tem regras que tratam a gente como trabalhador e não como motorista ou entregador autônomo”
O protesto ocorreu sob o mote de rejeição ao PLP 152 e de defesa de uma medida provisória que, segundo os trabalhadores, contemple de fato a realidade de quem sustenta o serviço nas ruas todos os dias. A manifestação desta segunda integra um movimento mais amplo de pressão da categoria, que tenta transformar a insatisfação em articulação nacional.

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