
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou, nesta quarta-feira (1), um plano de combate à violência contra a mulher e disse que também irá intensificar as ações de combate ao crime organizado no estado, adotando um perfil de “intolerância” à criminalidade. Segundo ele, a Segurança Pública será uma das suas prioridades nestes próximos 9 meses de gestão à frente do Palácio Paiaguás.
Mayke Toscano/Secom-MT
Pivetta realizou uma reunião com a equipe de Segurança para os alinhamentos. A expectativa é de que o plano seja oficializado na próxima quarta-feira (8), em uma formação conjunta e bem estruturada com a criação do Gabinete de Combate à Violência. Ele reconheceu a lentidão do Estado e prometeu se empenhar.
“Eu quero deixar um legado de benfeitoria, obras públicas de qualidade, infraestrutura para quem ainda não tem, serviços públicos de valor, seja na Saúde, seja na Educação, para que os nossos jovens saiam da escola, do ensino médio, preparados para o mercado de trabalho. Na área de Segurança Pública, nós vamos avançar. A tolerância zero, como eu falei, vai ser menos um, porque nós vamos ser intolerantes com a criminalidade, seja ela de gênero, seja ela de crime organizado. Nós vamos para cima, com força”, afirmou.
Durante coletiva de imprensa, Pivetta detalhou os dados de feminicídio e disse que vai ampliar a criação de Delegacias da Mulher, embora compreenda que há o espalhamento do crime pelo estado. “Nós vamos procurar atacar de todas as formas e com todo o rigor a violência doméstica. Nós não deixamos nenhum caso sem ser elucidado. Infelizmente, a gente chega depois”, disse.
Outro pilar de atuação será voltado ao trabalho de “emancipação” financeira da mulher desde a adolescência, com a criação de programas de qualificação profissional e emprego para meninas como forma de interromper o ciclo de violência ou de “tolerância” a agressões por estado de vulnerabilidade financeira. O Governo também deve priorizar a entrega de casas ou financiamentos para mulheres vítimas de violência, segundo Pivetta.
“Nunca descuidamos dessa pauta. O governo sempre se esforçou muito, nós demos muita ênfase nisso. Ocorre que esse tipo de crime, é um crime realmente de covardia, que acontece geralmente dentro de um ambiente privado, portanto o Estado não pode estar e nos surpreende sempre. Então, para prevenir isso, o único jeito é nós investirmos na vida da mulher desde o começo”, completou.
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