
O técnico Eduardo Barros adotou um tom analítico e, em alguns momentos, enfático ao comentar o empate sem gols entre Cuiabá e Fortaleza , na noite de terça-feira (31), na Arena Castelão, pela segunra rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Em uma coletiva marcada por reflexões táticas e defesa de sua comissão técnica, o treinador destacou a consistência defensiva da equipe, reconheceu falhas no ataque e rebateu questionamentos sobre um momento de confusão no segundo tempo. Logo na abertura, Barros separou o desempenho em campo do episódio de tensão à beira do gramado .
AssCom Dourado
“Uma coisa foi o comportamento do time, que o time tem que melhorar, embora tenha feito coisas muito positivas na partida, e outra coisa foi o que aconteceu no momento da substituição, em que o treinador da equipe adversária empurra um integrante da minha comissão técnica, meu auxiliar técnico, o Gustavo. Então ele não tem o direito de encostar no meu auxiliar técnico e eu o defendi, como defenderia qualquer outro profissional que defende as cores que eu defendo no dia de hoje”, afirmou.
O episódio ocorreu aos 13 minutos do segundo tempo, quando Thiago Carpini e Eduardo Barros se envolveram em uma discussão acalorada à beira do gramado. A troca de palavras rapidamente escalou e provocou a aproximação de integrantes das duas comissões técnicas, gerando um princípio de tumulto e paralisando a partida.
“Hoje houve uma agressão gratuita ao integrante da minha comissão técnica e eu fui defendê-lo, como todos também foram defender. Eu acho que o juiz poderia considerar se era uma situação para expulsão, pedir que olhasse o VAR. As imagens que já estão circulando aí não mostram o empurrão. Então se vocês conseguirem, resgatem o empurrão que origina o meu movimento de ir para cima do treinador adversário. Porque é a atitude do treinador adversário que gera a minha reação”.
Sobre o jogo em si, Eduardo Barros reconheceu as dificuldades ofensivas do Cuiabá, mas valorizou a postura defensiva da equipe diante de um adversário mais estruturado.
“Foi um jogo muito difícil do ponto de vista ofensivo para a gente, mas defensivamente a gente fez um jogo muito consistente. E a obrigação nos jogos fora de casa, a primeira coisa é você ser consistente defensivamente”, analisou.
O técnico também contextualizou o momento do elenco, destacando a falta de entrosamento. “Você sabe quantos jogos essa equipe já fez juntas? Poucos, não, nenhum. Essa equipe nunca jogou junto, nunca. É a primeira vez que joga junto esta equipe. Então você acha que uma equipe que está sendo formada neste momento, com uma temporada em andamento, vai ter tudo ajustado?”.
Ao comparar o Cuiabá com o Fortaleza, Barros ressaltou a diferença de investimento e experiência, reforçando a importância do ponto conquistado.
Reprodução/TV Cuiabá
“O Fortaleza, que é um time que ficou sete anos na Série A do Campeonato Brasileiro, que tem um orçamento muito superior ao orçamento do Cuiabá, e a nossa equipe foi coesa, consistente e defendeu bem o placar. Então esse é um ponto que não é para ser desvalorizado, ao contrário, é para ser valorizado”.
Mesmo assim, o treinador não deixou de admitir a principal deficiência da equipe na partida. “Faltou finalização da parte do Cuiabá? Seguramente faltou. O último terço hoje, de ataque, foi o grande problema da nossa equipe no jogo de hoje. Defensivamente, em primeira e segunda fase de construção, nós fizemos bem, mas não conseguimos terminar as jogadas como gostaríamos”.
“Empatar fora de casa na Série B, neste campeonato que é dificílimo, é um ponto conquistado. Hoje a gente volta para Cuiabá com um ponto na bagagem”, concluiu o professor.
O resultado levou o Cuiabá aos dois pontos na competição, ainda sem vitórias, e ampliou o jejum como visitante, que dura 10 meses. A equipe auriverde volta a campo no sábado (4), quando enfrenta o Ceará, na Arena Pantanal, pela terceira rodada da Série B.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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